UNICEF no Brasil e medicalização da infância, educação e família

Flávia Cristina Silveira Lemos, Patrícia Furtado Félix, Robert Damasceno Rodrigues, Daiane Gasparetto, Larissa Mendes, Rachel Siqueira Dias

Resumo


Este artigo apresenta resultados de pesquisa que teve como objetivo problematizar a medicalização nos corpos de crianças e adolescentes, no Brasil, por meio das práticas de gestão disciplinar e biopolítica do UNICEF, privilegiando a análise de saberes e poderes nos manuais prescritivos de condutas. A metodologia utilizada foi histórica genealógica, documental. Vale destacar que a medicalização tem efeitos de positividade na produção de saúde, de maneira que, em lugares e realidades onde praticamente não há cuidados básicos, não temos como negar a importância de práticas realizadas pelo UNICEF. Foucault alertava, ao tratar da medicalização, em países considerados em desenvolvimento, como seria bastante complicado fazer apenas uma crítica aos processos medicalizantes, sem realçar que eles quase não foram implantados em alguns países ou em regiões destes. No caso do Brasil, essa realidade é paradigmática; portanto, é oportuno ressaltar as disparidades desse caso e as implicações no campo dos direitos das crianças e adolescentes.

Palavras-chave


Medicalização. UNICEF. Educação. Brasil. Foucault

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.5201