E quando não é a mãe? A paternidade diante da monoparentalidade

Autores

  • Aline Tomazetti Denardi Centro Universitário Franciscano (UNIFRA)
  • Cristiane Bottoli Centro Universitário Franciscano (UNIFRA)

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i49.5305

Palavras-chave:

Família. Monoparentalidade masculina. Paternidade

Resumo

A pesquisa buscou compreender como se caracteriza a monoparentalidade masculina, a partir da separação conjugal, na visão do pai. Atualmente, alguns homens mostram-se cada vez mais interessados em exercer os cuidados e estar próximo dos filhos, mesmo após a separação conjugal e vão em busca de direitos iguais, para ter a guarda dos filhos e poder criá-los pessoalmente. A coleta de dados se deu através de entrevistas individuais, semiestruturadas com três pais, que moram com os filhos. Os resultados mostraram que a constituição da família monoparental masculina se deu de forma distinta para os entrevistados. Quanto às dificuldades encontradas pelos pais neste contexto, eles acreditam que estão relacionadas à fase em que os filhos se encontram e salientam que muitas mães e pais morando na mesma casa também podem enfrentar as mesmas dificuldades relacionadas aos cuidados de um filho. Por isso, é possível que um pai exerça sozinho os cuidados de um filho. Quanto aos desafios, os pais acreditam que seja estar próximos dos filhos, dando-lhes a atenção necessária e ficando mais tempo juntos. Além disso, a percepção que os pais têm sobre o significado de ser pai é que não é uma tarefa fácil, pois exige muitas responsabilidades, grandes desafios e, principalmente, ser participativo no desenvolvimento e na formação dos filhos. Conclui-se, assim, que os pais atualmente estão assumindo uma postura ativa na relação com os filhos, buscando dar conta da paternidade no contexto da monoparentalidade e, com isso, há uma ressignificação da figura paterna para um “novo pai”.

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Publicado

2017-12-12

Edição

Seção

Artigos