Da colonização à agência dos atores: a implementação de políticas públicas por organizações civis

Autores

  • Cláudia Tirelli Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.6677

Palavras-chave:

Assistência Social. Sociologia Relacional

Resumo

O artigo discute as diferentes apropriações de uma política pública – Programa Rede Parceria Social – pelas organizações civis que atuam na área da Assistência Social no Rio Grande do Sul, através da realização de dois estudos de caso nos anos de 2011 e 2012. A partir de uma perspectiva teórica assentada na sociologia relacional e no institucionalismo histórico, analisa-se de que forma a trajetória institucional dos atores sociais, a qual os levou a ocupar no presente determinadas posições (relacionais) no campo da Assistência, condiciona a sua forma de interpretar se apropriar de oportunidades políticas como a representada pelo Programa Rede Parceria Social. Nesse sentido, coloca-se sob suspeição as teses proferidas pelas Ciências Sociais brasileiras que apontam para processos generalizados de “colonização” das organizações da sociedade civil pelo mercado ou da sua “hegemonização” por um projeto político neoliberal. Neste artigo parte-se da premissa de que a forma através da qual as organizações irão se relacionar com as oportunidades políticas, em determinada conjuntura, é algo a ser verificado por intermédio de investigações empíricas e, portanto, não pode ser respondido através de inferências causais que respondem a priori sobre a intencionalidade dos agentes e sobre os resultados de suas ações.

Biografia do Autor

Cláudia Tirelli, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil

Professora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e do Departamento de Ciências Humanas da Universidade de Santa Cruz do Sul.

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Publicado

2015-07-12

Edição

Seção

Artigos