A legitimação da intolerância nas declarações do pastor Silas Malafaia

Autores

  • Celso Gabatz UNISINOS

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.7251

Palavras-chave:

Neopentecostalismo, Intolerância, Silas Malafaia

Resumo

A lógica que configura a composição do quadro doutrinário neopentecostal supõe uma nova cartografia discursiva marcada pela fragmentação das subjetividades. Enseja uma compreensão capaz de abarcar uma religiosidade que concebe o mundo em tensão permanente entre os espíritos ou demônios causadores do mal e da desordem e os deuses associados ao bem e a ordem. A religiosidade neopentecostal se articula e amolda, em grande medida, com base em um discurso acusatório que deriva dessa sua capacidade de tocar, atingir, incorporar e reorientar alguns elementos presentes no universo simbólico de referência da população brasileira. A intolerância religiosa se delineia através da batalha espiritual já não mais circunscrita à esfera espiritual, mas, cotidianamente, exacerbada pelos discursos beligerantes, sobretudo em relação ao homossexualismo e ao aborto, como os protagonizados pelo pastor Silas Malafaia. O artigo pretende aprofundar a perspectiva dos direitos humanos, as questões inerentes às minorias e grupos vulneráveis, o preconceito suscitado pela violência simbólica e a retórica do preconceito alicerçado pela crítica pública com nuances fundamentalistas.

Biografia do Autor

Celso Gabatz, UNISINOS

- Bacharelado em Teologia - Faculdades EST (São Leopoldo, RS). - Bacharelado e Licenciatura em Sociologia - UNIJUI (Ijuí, RS). - Mestre em História - UPF (Passo Fundo, RS). - Doutorando em Ciências Sociais - UNISINOS (São Leopoldo, RS).

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Publicado

2015-07-12

Edição

Seção

Artigos