QUEM EXOTIZA QUEM? BASTIDORES METODOLÓGICOS DO ENCONTRO DE UMA ANTROPÓLOGA E UM GRUPO DE DOULAS

Autores

  • Soraya Fleischer

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.732

Resumo

A forma como a presença do(a) antropólogo(a) é construída coletivamente no campo define, em grande medida, o perfil dos dados que recolhe. Esse ensaio parte da relação estabelecida entre a pesquisadora e um grupo de 25 doulas durante seu curso de formação. Doulas são mulheres que oferecem apoio físico e emocional a parturientes antes, durante e depois do trabalho de parto. Aqui, pretendo apresentar e discutir alguns momentos desse curso em que o fato de haver uma antropóloga no grupo provocou experiências e sentimentos complexos de alteridade, permitindo pensar sobre os processos de exotização que acontecem de ambas as partes. É possível que estas reflexões iniciais possam ser úteis, como contraponto comparativo, a outros antropólogos enfrentando os dilemas de aceitação, inserção e trânsito no campo. Palavras-chave: Doula. Trabalho de campo. Exotização.

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Publicado

2009-03-06

Como Citar

Fleischer, S. (2009). QUEM EXOTIZA QUEM? BASTIDORES METODOLÓGICOS DO ENCONTRO DE UMA ANTROPÓLOGA E UM GRUPO DE DOULAS. Barbarói, 121-134. https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i0.732

Edição

Seção

Artigos