Livre Escolha da Parturiente pelo Acompanhante e seus Entraves: Desafios para a Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento

Autores

  • Claudia Tomasi Vendrúscolo
  • Cristina Saling Kruel

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i49.7489

Palavras-chave:

Maternidade, Parto, Acompanhante

Resumo

O presente artigo teve com proposta investigar a frequência com que as parturientes são acompanhadas durante o parto, com especial atenção aos acompanhantes mais assíduos e as razões que levam uma parturiente estar desacompanhada no momento do parto. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa e qualitativa de cunho descritivo e exploratório, que contou com a participação de 86 puérperas, que se encontravam internadas em uma maternidade pública de um hospital geral durante o mês de agosto de 2013. Para coleta de dados utilizou-se uma entrevista semi-estruturada. Os depoimentos foram categorizados a partir da Análise de Conteúdo. Os resultados mostraram que 42% das puérperas tiveram a presença de um acompanhante de sua escolha no parto e dentre estas, o pai do bebê foi o mais freqüente, correspondendo a 25%. A razão mais frequente para a parturiente estar desacompanhada foi a recusa da equipe em aceitar o acompanhante, em 17% dos casos. Concluí-se que a maioria das puérperas deseja ter um acompanhante durante o parto, mas isso não foi possível para mais da metade das participantes desse estudo por diversas razões que abrangeram o âmbito pessoal da parturiente, organização familiar e organização da equipe de saúde.

Biografia do Autor

Claudia Tomasi Vendrúscolo

Possui Especialização em Terapia Intensiva: ênfase em oncologia e controle de infecção hospitalar pelo Centro Universitário Franciscano (2015). Possui especialização em Literatura Brasileira pela UNIFRA (2007). Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Franciscano (2013). Graduada em Letras - Língua Espanhola e Respectivas Literatura pela Universidade Federal de Santa Maria (2005)

Cristina Saling Kruel

Psicóloga, Especialista em Psicomotricidade pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Especialista em Psicologia Clínica - Infância e família pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre em Psicologia pela UFRGS e Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente é Professora no Centro Universitário Franciscano (UNIFRA) e tem experiência na área de Psicologia, atuando principalmente em temas do desenvolvimento emocional primitivo do bebê, relações familiares e cuidado na primeira infância, aspectos emocionais da gestação. humanização do nascimento, parentalidade, detecção de risco psíquico em bebês e clínica psicanalítica com bebês.

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Publicado

2017-12-12

Edição

Seção

Artigos