Gestação paterna: uma experiência subjetiva

Autores

  • Mariana Gouvêa Matos PUC-Rio
  • Andrea Seixas Magalhães PUC-Rio
  • Terezinha Féres-Carneiro PUC-Rio
  • Rebeca Nonato Machado PUC-Rio

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i49.8513

Palavras-chave:

Paternidade, pai, gestação, transição para parentalidade

Resumo

Realizamos ampla pesquisa com o objetivo de investigar as experiências subjetivas na transição para a paternidade. Foram entrevistados oito pais e as entrevistas foram analisadas pelo método de análise de conteúdo. Das narrativas emergiram oito categorias temáticas: mãe é mãe; ser “pãe”; demandas contraditórias: patriarca e cuidador; o homem grávido; ultrassonografia como ritual de passagem; o nascimento do pai; a construção de um vínculo; e dos indivíduos à família. Para apresentação e discussão neste trabalho, cujo objetivo específico é estudar as experiências subjetivas dos homens durante a gestação de suas parceiras, destacamos as categorias o homem grávido e ultrassonografia como ritual de passagem. Os resultados apontam para a intensificação do envolvimento dos pais durante a gestação ao mesmo tempo em que tal participação parece esbarrar nos limites do corpo, não sendo possível para os homens elaborar as mudanças decorrentes da transição para a paternidade por meio de ritualizações corporais. No entanto, a ultrassonografia apareceu como uma ferramenta importante para a construção da imagem mental do bebê, constituindo-se como possibilidade de elaboração das mudanças que ocorrem no psiquismo dos pais.

Biografia do Autor

Mariana Gouvêa Matos, PUC-Rio

Doutoranda em Psicologia Clínica pela PUC-Rio

Andrea Seixas Magalhães, PUC-Rio

Professora adjunta do Departamento de Psicologia da PUC-Rio

Terezinha Féres-Carneiro, PUC-Rio

Professora adjunta do Departamento de Psicologia da PUC-Rio

Rebeca Nonato Machado, PUC-Rio

Pós-doutoranda em Psicologia Clínica pela PUC-Rio

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Publicado

2017-12-12

Edição

Seção

Artigos