Comunidades científicas locais e impacto das pesquisas na sociedade: sinergia entre egressos da pós-graduação e protagonistas sociais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/barbaroi.v0i48.8647

Palavras-chave:

Produtivismo acadêmico. Impacto da pesquisa. Comunidade Científica.

Resumo

A partir de resultados de pesquisas realizadas na última década, no contexto da Pós-graduação stricto sensu (PG), discute-se o impacto da formação pós-graduada e seus limites. Acúmulo recente de trabalhos críticos ao produtivismo acadêmico leva a refletir sobre o papel dos egressos da PG na sociedade. A expansão do sistema de PG resultou em que muitos mestres e doutores exercem atividades distintas da docência superior, para a qual, até meados da década de 1990, a PG formava. Nesses outros espaços não é possível reproduzir o que se aprendeu no curso. Como empregar os resultados de pesquisa em espaços laborais? A pergunta não costuma ser discutida durante a formação. Historicamente deposita-se na ciência esperanças de melhorias para a vida; porém, qual o impacto efetivo das pesquisas/publicações. O emprego de resultados de pesquisa no mundo do trabalho requer processos que não foram aprendidos na PG; nela se aprende a investigar sob orientação, a produzir tese ou dissertação, produzir e publicar artigos, participar de eventos científicos. Se o egresso publicou em periódicos “Qualis” (de preferência internacionais e em inglês) cumpriu com as expectativas dos órgãos avaliadores/financiadores da PG. E a contribuição com a sociedade? Que benefícios têm as comunidades/regiões com a instalação em seus territórios de profissionais que aprenderam a pesquisar? Busca-se evidenciar neste trabalho a relevância de fomentar comunidades científicas locais, que criem sinergia entre egressos da PG e outros protagonistas sociais instalados num determinado território, para impactar o desenvolvimento econômico e social.

Biografia do Autor

Ana Maria Netto Machado, Universidade do Planalto Catarinense

Graduada em Psicologia, Mestre e Doutora em Educação pela UFRGS e doutora em Ciências da Linguagem pela Université de Paris X (Nanterre/França); a partir de 1995 atuou, sucessivamente, em PPGEs emergentes, em universidades comunitárias dos três estados do sul do Brasil, interessando-se pela interiorização da Pós-graduação (PG) no país. Escrita, autoria, orientação de teses e dissertações, modelos de universidade, cultura da pós-graduação, crítica ao produtivismo acadêmico, protagonismo dos egressos da PG e a relação entre a universidade e a sociedade são temas sobre os quais pesquisou/publicou. Desde 2004 atua no PPGE da Universidade do Planalto Catarinense-UNIPLAC (Lages/SC), do qual liderou a construção do projeto, curso que foi recomendado pela CAPES na primeira submissão. Integra a Université International Terre Citoyenne (www.uitc-edu.org) e atualmente revisita sua produção sob a perspectiva descolonial.

Vanir Peixer Lorenzini, Universidade do Planalto Catarinense

Mestre em Educação pela Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC), direcionando sua pesquisa para as práticas pedagógicas diante da inclusão escolar de pessoas com deficiência. Especialista em Educação Especial, Psicopedagogia e Psicomotricidade. Pedagoga, com habilitação em Supervisão Escolar. Atuou como professora em instituição de educação especial entre os anos de 1970 a 1995. Atualmente é professora concursada da UNIPLAC com atuação no ensino, extensão e pesquisa, especialmente em relação à inclusão e acessibilidade educacional. Integra a Comissão Institucional de Acessibilidade da UNIPLAC e a Comissão de Inserção de Pessoas com Deficiência no Quadro Funcional desta Instituição. É Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COMPED) do município de Lages (SC). Membro (suplente) do Conselho Universitário da UNIPLAC.

Jaime Farias Dresch, Universidade do Planalto Catarinense

Doutor em Educação (UFSCar), com período de estágio no exterior, realizado no Instituto de Educação da Universidade do Minho, em Portugal. Mestre em Educação (UNESP-Rio Claro). Pedagogo (UNESP-Rio Claro). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC). Atuou como professor da Educação Básica, nas séries iniciais. Atuou como professor substituto na UNESP e como professor do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Coordenação Pedagógica na UFSCar. Experiência na área de Educação, com ênfase em Políticas Educacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: Estado e políticas educacionais para a Educação Básica e para o Ensino Superior; Avaliação da educação; Imprensa, comunicação, discursos e relações de poder no âmbito educacional.

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Publicado

2016-07-04

Edição

Seção

Artigos