JOVENS, TRABALHO E EDUCAÇÃO: PROCESSOS IDENTITÁRIOS NA CONTEMPORANEIDADE

Tânia Regina Raitz

Resumo


Este texto trata-se dos resultados de uma investigação com jovens da ilha de Santa Catarina (Florianópolis) que passaram por cursos de formação profissional e vivem diversas situações de trabalho e educação. Como os jovens constroem suas identidades nestes espaços como o trabalho e a escola e quais os sentidos que emergem deles e a experiência com o desemprego constitui a problemática central deste estudo. O objetivo foi analisar a heterogeneidade vivida pelos jovens na relação que estabelecem com o trabalho e a educação, os sentidos do trabalho e a experiência com o desemprego na atualidade. A abordagem é de natureza qualitativa em que foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com oito jovens (quatro homens e quatro mulheres). Os resultados mostram que os jovens se constroem como sujeitos através de diversas experiências numa relação processual dinâmica. A dimensão que o trabalho ocupa em suas vidas aparece como fundamental em suas vivências. A experiência com o desemprego mostra as oscilações, flutuações, inconstâncias, inseguranças e movimentos circundantes de continuidades e descontinuidades diante das transformações do mundo do trabalho. A diversidade dos sentidos do trabalho é caracterizada pela complexidade da própria identidade sempre em constituição, em razão de o mundo estar em constante mudança. Foram apreendidos como fios que se conectam e se entrecruzam, dependendo de cada contexto que os jovens vivenciam. As escolhas e incertezas ficam entre o real, o possível e o desejado quanto a seus projetos educacionais e laborais.

Palavras-chave – Jovens, identidade, trabalho, educação, ilha de Santa Catarina

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v19i1.1988



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