O ESTIGMA NO ESPAÇO ESCOLAR: A PRÁTICA DOS CONELHOS DE CLASSE

Paula Almeida de Castro

Resumo


A estigmatização na interação entre professores e alunos observada durante as reuniões de Conselho de Classe é o tema desse artigo. Neste artigo são apresentados os resultados das análises produzidas a partir da investigação etnográfica de uma escola pública de ensino fundamental na cidade do Rio de Janeiro. O cenário dos Conselhos de Classe foi observado e analisado oferecendo pistas para compreender a prática pedagógica orientada pela estigmatização, medicalização e patologização dos alunos e, por vezes, de seus familiares como forma de justificar seus fracassos na escola. Foi possível observar que os alunos que não se encaixam nos padrões de normalidade impostos pela escola, recebiam uma marca, um estigma, passando a serem reconhecidos no meio escolar por tais atribuições. Havia na fala dos professores, um controle, que tornava essa marca visível a todos que conviviam com esses alunos. Os resultados desse estudo fornecem pistas para repensar a situação de vulnerabilidade e exclusão a que alguns alunos são expostos, na avaliação dos Conselhos de Classe, em função de suas dificuldades nos processos educacionais. Oferece, ainda, a possibilidade de pensar o respeito a diferença pela diferença em uma escola efetivamente inclusiva.

Palavras-chave


Estigma; Controle; Família; Conselho de Classe; Etnografia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v19i2.2225

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