O CONCEITO DE EXPERIÊNCIA EM MICHEL FOUCAULT

Autores

  • Maximiliano Valerio López

DOI:

https://doi.org/10.17058/rea.v19i2.2367

Resumo

O conceito de experiência se apresenta, na obra de Foucault, como uma constelação integrada por três problemáticas intimamente vinculadas entre si: os jogos de verdade, as relações de poder e as formas de subjetividade às quais estes jogos dão lugar. Estes elementos são veiculados a través de dispositivos heterogêneos (proposições científicas, procedimentos administrativos, estruturas arquitetônicas, etc.) que abarcam tanto o âmbito do dito como do não dito. Tais dispositivos configuram uma “experiência histórica” singular, na qual o ser (o sujeito) se pensa a si próprio e se toma como objeto de ação moral. No entanto, toda a obra do autor está perpassada por uma tensão entre a possibilidade de, por meio de minuciosos estudos históricos, estabelecer os limites dessa experiência histórica, e um exercício propriamente filosófico a través do qual se tenta fazer experiência do próprio limite, quer dizer, realizar uma experiência trágica capaz de colocar em entredito a própria experiência e as formas de subjetividade à qual ela está ligada. Palavras chaves: Experiência histórica, experiência trágica, poder, saber, subjetividade, dispositivo.

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Publicado

2011-07-05

Edição

Seção

Artigos Temáticos