SUJEITOS GOVERNADOS DA EJA: REVERBERAÇÕES DISCURSIVAS NAS DIFÍCEIS RELAÇÕES ENTRE SABERES MATEMÁTICOS

Autores

  • Alexandrina Monteiro
  • Jackeline Rodrigues Mendes
  • Maria Fátima Guimarães

DOI:

https://doi.org/10.17058/rea.v20i2.3062

Resumo

Este artigo é um dos resultados dos trabalhos realizados pelo grupo de pesquisa em estudos de Foucault da Universidade São Francisco. Alguns dos exemplos aqui focalizados já foram temas de apresentações em congressos nacionais e internacionais. Eles são tomados como provocações para algumas reflexões ancoradas em determinados episódios relacionados às aulas de matemática para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nestas, muitas vezes, deparamo-nos com a crença de que o uso de saberes mobilizados em práticas não escolares, privilegiadamente daquelas práticas relacionadas às questões financeiras ou de compra e venda, facilitaria a aprendizagem. A problematização aqui proposta visa desconstruir a crença do que entendemos ser uma tentativa de homogeneização em atividades escolares de práticas que, ao adentrarem na escola, se fortalecem ao serem legitimadas enquanto um discurso instituído disciplinarmente a partir de uma dada experiência docente que, muitas vezes, tende a desconsiderar as outras racionalidades trazidas pelos alunos. Para tanto, tomamos como mote de nossa discussão alguns aspectos da legislação que constituem o espaço normatizador da EJA, ou seja, o discurso de sua governamentalidade e, na sequencia, abordamos um episódio ocorrido em uma aula de matemática na EJA.

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Publicado

2012-12-18