CONFLITOS COM O "LÁPIS COR DE PELE": A SÉRIE POLVO, DE ADRIANA VAREJÃO E O MULTICULTURALISMO NO ENSINO DE ARTE

João Paulo Baliscei, Geiva Carolina Calsa, Ana Caroline Marques Godinho

Resumo


Baseado em experiências vivenciadas com os alunos e alunas do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Maringá, Paraná, esse artigo tem por objetivo problematizar o papel do/a professor/a de arte enquanto mediador/a na formação multicultural do sujeito contemporâneo. A partir das discussões a respeito dos estereótipos de cor, procuramos pensar em possíveis estratégias pedagógicas para questionar o uso do "lápis cor de pele” e desenvolver reflexões sobre a naturalidade com que é eleito para pintar desenhos, como se o uso de outra cor fosse "proibido". Seria esse lápis o único possível para o preenchimento e caracterização da pele? Para discutir sobre esses aspectos, abordamos a série Polvo, da artista Adriana Varejão, o multiculturalismo e práticas de ensino de Arte. Consideramos que questionar estereótipos em sala de aula proporciona aos/às alunos/as reflexões que podem modificar seus olhares e comportamentos frente às diferenças.

Palavras-chave


Educação; Estereótipo; Infância; Visualidades; Cultura

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v25i1.7551

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