INTERLOCUÇÕES ENTRE CINEMA E PESQUISA EM PSICANÁLISE

Tainara dos Santos de Moraes, Cláudia Maria Perrone, Êmili Nascimento Silveira, João Francisco Biacchi da Fontoura, Juliana Freitas da Silveira

Resumo


1.INTRODUÇÃO: A Psicanálise e o cinema foram contemporâneos em sua criação. Assim como na Psicanálise, uma das funções que o Cinema trata pode ser a de desvendar o sujeito, pois ambas usam da arte e sua experiência como um dos possíveis recursos na tentativa de desvelar alguma verdade sobre ele. O presente trabalho tem por objetivo abordar questões relacionadas à Psicanálise e o Cinema, mais especificamente, a contribuição desta interlocução à pesquisa em Psicanálise. De acordo com Neves (2006, p. 28), “afinal, o que tem o cinema a ver com a psicanálise? A ênfase do não-dito? O dito nas entrelinhas? O espaço morto entre duas imagens? À psicanálise interessa o não-dito. O entre-dito, o dito nas entrelinhas e, talvez, o que o cinema nos mostra é o que não queremos exibir, o que nos escapa”. O cinema e a Psicanálise têm semelhanças entre ambos e muito a que contribuir um com o outro por discutirem com o mesmo sujeito.2. METOLOGIA: O trabalho teve como objetivo a produção de uma revisão bibliográfica a partir da pesquisa em Psicanálise.3.RESULTADOS E DISCUSSÕES: O cinema pressupõe a vida em forma ficcional, isso não deixa de tornar a ficção o mais real e próximo possível, justamente isso leva o sujeito espectador a níveis de identificação com essa forma de arte, o “tornar-se” real por alguns instantes. De acordo com Nasio (1995, p. 20), “quem contempla uma imagem não é uma pessoa, é um eu, e a imagem que está diante dela faz parte desse eu. O eu é feito de imagens. É preciso imaginar esse espelho e o eu, não como algo separado, mas como um contínuo entre os dois”, isso pode ser reconhecido na identificação com os personagens retratados na ficção, quando personagem vive aquilo que se identifica, que se deseja ou que se é experienciado. Na Psicanálise uma narrativa sempre pontuando o passado como elemento de investigação, no cinema, também há esse elemento de retrospectiva, usando do flashback como instrumento. Iribarry (2003, p. 117) fala que “a pesquisa em psicanálise, justamente por trabalhar com a impossibilidade de previsão do inconsciente, não poderia jamais exigir uma sistematização completa e exclusiva”.4. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Como na Psicanálise, o cinema é constituído em cima de uma narrativa. Para Rivera (2008, p. 09) não é a toa que o cinema se interessa por vezes pela psicanálise (em geral, de maneira caricata). E também não é à toa que a psicanálise pode se interessar pelo cinema. À psicanálise interessa esse mesmo ponto agudo da constituição, da dor e da fruição do sujeito. Portanto a questão da relação do Cinema com a Psicanálise, quanto um complementar o outro, no cinema é representado aquilo que na Psicanálise se investiga.

Palavras-chave


Psicanálise; Cinema; Pesquisa.

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