PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA OBESIDADE INFANTIL NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Gabriel Couto Machado, Janaína Carine Beling, Andreza Hernandez Riva, Carolina Loebens Hinterholz, Maria Eduarda Renner, Júlia Carine Mueller, Daniela Cardoso Batista, Isabella Frighetto, Marília Dornelles Bastos, Tatiana Kurtz

Resumo


INTRODUÇÃO: A obesidade infantil é um problema de saúde pública que afeta diretamente a qualidade de vida relacionada à saúde entre as crianças. Tal condição é de caráter multifatorial e está diretamente atrelada a variáveis como a insegurança alimentar, fatores genéticos, hormonais, mentais e sedentarismo, acarretando em prejuízos a curto e longo prazo, como aumento do risco metabólico e dos danos psicossociais. É destacado que o caráter de diferentes faces da obesidade infantil exige uma intervenção tanto familiar, quanto interdisciplinar no tratamento da doença, o que inclui a participação de médicos, nutricionistas, psicoterapeutas e educadores físicos. OBJETIVOS: Verificar o perfil epidemiológico da obesidade infantil no Brasil que se apresenta nos últimos anos e verificar os principais fatores biopsicossocioambientais relacionados. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com início em 04 de agosto e término em 09 de agosto, dentro das bases de dados: SciELO Brasil, LILACS e Portal da Capes de artigos em língua portuguesa e inglesa dentro do período de 2018-2022, utilizando os descritores vinculados ao DeCS/MeSH: obesidade “AND” epidemiologia “AND” crianças “OR” pediatria. Os critérios de inclusão foram: artigos que atendessem ao tema proposto e estivessem disponíveis gratuitamente em sua íntegra. Na base de dados Portal da Capes foram utilizados os filtros: “artigo”; foram excluídas bases de dados que não fossem de países de língua materna inglesa e portuguesa e periódicos que não pertencessem a área médica; ademais foram utilizados os filtros “assunto”: Brazil - Epidemilogy; Brazil; Pediatrics; Risk Factors; Children; Criança; Adolescent e Adolescente. Após a leitura dos títulos e dos resumos foram selecionados 10 artigos para compor o trabalho. PRINCIPAIS RESULTADOS: A prevalência de sobrepeso em adolescentes entre 13 e 17 anos na região sul do Brasil é 28,2%, enquanto a prevalência de obesidade é 10,2%, maiores do que as encontradas em outras regiões do país. Além disso, a obesidade é mais incidente em meninos do que em meninas, tendo acréscimo em idades mais avançadas sendo também mais prevalente em regiões mais subdesenvolvidas economicamente no Brasil (FERREIRA et al., 2021). Tais fatos estão ligados intrinsecamente a fatores da contemporaneidade como: maior exposição a telas, menor prática de atividade física - em virtude do aumento da violência urbana -, maior exposição e consumo de alimentos ultraprocessados e exposição a fatores socioambientais estressantes, como por exemplo, bullying. Outro fator importante é que a alteração corporal causada pelo sobrepeso e pela obesidade pode afetar negativamente a socialização durante a adolescência - período da vida em que o infante começa a desvincular a sua personalidade da de seus responsáveis e começa a buscar uma identidade própria -; uma vez que essa fase é marcada pela aceitação, por terceiros, da estética física dos adolescentes - especialmente as do sexo feminino - e em caso de rejeição acentuada, esse grupo pode acabar desenvolvendo ideações suicidas. CONCLUSÃO: Está bem estabelecido que crianças e adolescentes com excesso de peso, nesta fase da vida, têm chances aumentadas de permanecer com sobrepeso durante a vida adulta. Além disso, também estão mais sujeitas aos impactos psicossociais que a obesidade infantil, na maioria das vezes, pode proporcionar.

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ISSN 2764-2135