APLICAÇÃO DE TESTES DE INDICADORES DE SAÚDE EM ESCOLARES DE UMA ESCOLA ESTADUAL DE SANTA CRUZ DO SUL-RS: UM RELATO DO PROJETO PIBID/UNISC

Julia Luisa Gassen, Nadine Eduarda de Lara Tomaz, Sheila Cristiane Severo, Miriam Beatris Reckziegel, Miria Suzana Burgos

Resumo


RESUMO Introdução: Atualmente, existem níveis preocupantes de jovens em situação de sobrepeso e obesidade devido à falta de atividades física. A atividade física está associada com a obtenção de melhores resultados de índice de massa corporal (IMC) e flexibilidade. Assim, a prática de atividades lúdicas, recreativas e coletivas contribui para o desenvolvimento motor da capacidade física e flexibilidade em escolares. Objetivo: Comparar os indicadores de saúde de meninos e meninas, escolares de uma escola estadual da zona urbana do município de Santa Cruz do Sul-RS. Método: Estudo transversal composto por 89 escolares de uma escola situada na zona urbana do município, sendo 43 meninos e 46 meninas com idade entre 06 e 12 anos de idade. Os seguintes testes foram realizados: IMC, classificado conforme as curvas de percentis da Organização Mundial da Saúde (WHO, 2007); flexibilidade (teste de sentar e alcançar com banco de Wells), classificada de acordo com o protocolo do PROESP-BR (2009); resistência abdominal (teste abdominal de 1 minuto) e aptidão cardiorrespiratória (APCR; teste de corrida/caminhada de 6 minutos), classificados de acordo com o protocolo do PROESP-BR (2016). Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS v. 23.0 Foi utilizado o teste t para amostras independentes e o teste de qui-quadrado, considerando significativas as diferenças para p<0,05. Resultados: Os resultados comparados não foram significativos entre os sexos nos testes de IMC, flexibilidade, resistência abdominal e APCR. No entanto, percebe-se que a porcentagem de escolares com sobrepeso (23,3%) e obesidade (30,3%), no sexo masculino, foi ligeiramente superior do que nas meninas (sobrepeso: 21,7%; obesidade: 13,0%). Analisando o teste de flexibilidade, observou-se uma alta porcentagem de escolares com baixos níveis (93% dos meninos e 97% das meninas). Ao analisar o teste de resistência1Graduanda, Bolsista de Iniciação à Docência, Subprojeto Química, Escola Estadual deEnsino Médio Willy Carlos Frölich, UNISC.2Graduanda, Bolsista de Iniciação à Docência, Subprojeto Química, Escola Estadual deEducação Básica Estado de Goiás, UNISC.3Doutor(a), Coordenadores de Área, Subprojeto de Química, UNISC.abdominal, foi possível notar que, tanto o sexo masculino, quanto o sexo feminino, apresentou resultados abaixo de 50% para a classificação indicador de risco (meninos: 34,9% e meninas: 41,3%). Ao verificar os resultados do teste de APCR, foi possível perceber que 48,8% dos meninos e 32,6% das meninas encontram-se na zona de risco. Conclusão: O presente estudo não mostrou diferença dos indicadores de saúde entre os sexos, porém o sexo masculino apresentou porcentagem ligeiramente superior de sobrepeso/obesidade e para o teste de flexibilidade, resistência abdominal e APCR, ambos os sexos apresentaram níveis elevados na categoroia indicador de risco. Palavras-Chave: Atividade física; indicadores de saúde; escolares.

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