ATIVIDADE FÍSICA NO TRABALHO COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA PSICOSSOCIAL EM CAPSIA DE SANTA CRUZ DO SUL- RELATO DE EXPERIÊNCIA

FERNANDA BENDER, SONIMAR DE SOUZA, PATRICIA REGINA KNAK , ANGELA CRISTINA FERREIRA DA SILVA, MIGUEL ISAIAS SCHULTZ

Resumo


Introdução: O Centro de Atenção Psicossocial de Infância e Adolescência - CAPSIA do município de Santa Cruz do Sul - SCS é um serviço aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde - SUS de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros. A severidade e ou persistência do quadro mental apresentado justifica sua permanência como um dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida, promovendo um trabalho de integralidade no atendimento ao usuário valorizando sua singularidade. Objetivos: O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de promover a socialização, focada na reinserção no convívio familiar, social e laboral (escola e ou comunidade) e, a partir da prática de atividade física, estimular a integração e a comunicação como disparador da satisfação pessoal e coletiva desenvolvendo ajuda recíproca e autoconfiança, assumindo uma posição mais positiva em relação a si mesmo e aos outros. Metodologia: Trata- se de um estudo segmentar do Programa Educação para o Trabalho- PET/Saúde Redes de Atenção II, com realização de oficinas terapêuticas de atividade física por um bolsista estudante de Educação Física, realizadas semanalmente, durante uma hora e meia. Foram abordadas habilidades motoras e atividades integrativas e comunicacionais, com crianças e adolescentes entre 09 e 14 anos, com deficiência psicossocial usuárias CAPSIA/SCS, seguido de acompanhamento de exames clínicos para avaliar os níveis de componentes no sangue e aplicação do pentáculo do bem-estar (NAHAS), para levantamento de dados de estilo de vida. Resultados: Percebeu-se que a maioria dos usuários não tinha acesso às atividades esportivas e apresentaram déficit de atenção e dificuldade de interação social. Estas fragilidades, no decorrer das oficinas de atividades físicas, foram sendo superadas e os usuários conseguiram respeitar as normas de convivência, desenvolveram a autoconfiança e a cooperação, melhoraram suas habilidades motoras como coordenação/equilíbrio, extravasaram seus medos e potencializaram aspectos afetivos e psicológicos de bons sentimentos. Conclusão: A inserção da atividade física no CAPSIA foi de grande reconhecimento para melhora dos aspectos psicoemocionais. Desta forma, reafirma-se que a construção em um espaço articulado entre diferentes ações são fundamentais para o resgate e o fortalecimento da autoestima, da autonomia, das habilidades comunicacionais, integrativas e físicas dos usuários favorecendo um momento ímpar em há promoção e prevenção de doenças associadas, ao mesmo tempo há uma melhora significativa da qualidade de vida dos pacientes que frequentam as oficinas no espaço do Centro de Atendimento Psicossocial. 240


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