MEDICALIZAÇÃO DO SUJEITO DESATENTO OU HIPERATIVO E A TENTATIVA DA NORMALIZAÇÃO

Andreza Noronha

Resumo


Este trabalho visa trazer à tona a questão da medicalização como forma de normalização da infância no contexto escolar. O sujeito com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), é uma das variadas diversidades que se encontra numa sala de aula. A sala de aula, esta, entendida como esse espaço de normalização. É a partir da leitura de Foucault (2000), que especifico essa normalização como atuação da norma, ou seja, um processo que visa tornar o mais homogêneo possível uma população. Para essa normalização, são utilizados vários dispositivos, dentre eles o diagnóstico e a medicalização. Afim de dar conta de um primeiro processo de normalização, faz-se o diagnóstico com o objetivo de marcar o quão longe da norma o indivíduo com TDAH está (BAMPI, 2002). Já para a normalização, efetivamente, trata-se a criança, esse sujeito, fora da norma, com metilfenidato/Ritalina. Embora trate-se de um diagnóstico que é muito mais subjetivo, logo, passível de erros, é necessário que se aponte dados como o aumento do consumo do/da metilfenidato/Ritalina em 940% entre os anos 2000 e 2013. Conforme Mansano (2009), as subjetividades são construídas a partir de seus contextos e lugares, sendo assim, cabe fechar esse trabalho com a seguinte questão: qual subjetividade estamos construindo acerca do sujeito-criança com TDAH?


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