Meio rural: Identidade, Migração e Pertencimento

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Resumo

O presente trabalho busca refletir sobre os impactos da migração de jovens no meio rural e suas consequências para os territórios e sujeitos que nele permanecem, especialmente a população idosa. A análise tem como base um recorte da dissertação de mestrado intitulada “Gênero, trabalho e envelhecimento no meio rural”, desenvolvida no distrito de Monte Alverne, em Santa Cruz do Sul (RS). A pesquisa evidencia que o envelhecimento no campo está diretamente relacionado à saída contínua de jovens, impulsionada pela concentração fundiária, desvalorização da agricultura familiar e ausência de políticas públicas voltadas à valorização do meio rural. Diante desse cenário, observa-se a sobrecarga das pessoas idosas, que muitas vezes permanecem sozinhos nas propriedades, enfrentando limitações físicas, acesso precário a serviços e isolamento social. Contudo, a permanência desses sujeitos também expressa resistência, reforçando vínculos afetivos, culturais e identitários com o território. A discussão evidencia que compreender o envelhecimento no campo demanda olhar para além das perdas demográficas, reconhecendo a importância da identidade rural como elemento central na sustentação dos territórios e na manutenção da memória, dos saberes e dos modos de vida locais. Por fim, defende-se a necessidade de políticas públicas que favoreçam tanto o envelhecimento digno quanto a permanência das juventudes, promovendo a sustentabilidade social, econômica e cultural dos espaços rurais.

Biografia do Autor

  • Eduarda Corrêa Lasta, Universidade de Santa Cruz do Sul

    Psicóloga graduada pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Doutoranda em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Mestra em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Pós-graduada em Psicologia Social. Pós-graduada em Terapia Cognitivo-Comportamental pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS. Membro integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Cidadania da Universidade de Santa Cruz do Sul – GEPEC. Representante da Universidade de Santa Cruz do Sul no Conselho Municipal da Pessoa Idosa de SCS. Psicóloga clínica e professora do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul.

  • Diorginis Luis Fontoura da Rosa, Universidade de Santa Cruz do Sul
    Doutorando em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) com Bolsa Capes I. Mestre em Desenvolvimento Regional e bacharel em Psicologia pela UNISC. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Cidadania (GEPEC), sob a coordenação da Profa. Dra. Silvia Virginia Coutinho Areosa, e o Grupo de Estudos sobre Democracia e Políticas Públicas (GEDEPP), coordenado pela Profa. Dra. Cláudia Tirelli.
  • Silvia Virginia Coutinho Areosa, Universidade de Santa Cruz do Sul

    A professora possui graduação em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1985), mestrado em Psicologia Social e da Personalidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1993), e doutorado sanduíche em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2008), tendo estudado durante o ano de 2007 no Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade de Barcelona, na Espanha, com bolsa CAPES. Pós-Doutorado em Serviço Social pela PUCRS (2012) com bolsa CNPq. Atualmente é professora do Curso de Psicologia e do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional. Docente e Coordenadora do Mestrado Profissional em Psicologia da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC desde 2019. Líder do “Grupo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Cidadania”. Avaliadora do Inep/Sinaes. Editora da Revista PSI UNISC. Foi Conselheira Municipal da Pessoa Idosa CMI/SCS até 03/2023. Tem experiência na área de Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: gerontologia, políticas públicas, saúde mental, representações sociais e gênero.

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Publicado

2025-11-18