Da coexistência à existência: a cidade Santuário de Canindé-CE

Francisco John Lennon Alves Paixão Lima, Maria das Graças de Lima

Resumo


O presente artigo analisa a cidade de Canindé-CE a partir das experiências cotidianas de seus citadinos, o que deu origem a duas perspectivas distintas, porém complementares acerca da referida cidade: a coexistência de duas cidades ‒ a cidade habitual e a cidade do romeiro ‒ condicionando a existência da cidade de Canindé-CE, cada uma com suas respectivas características, porém interrelacionadas. Ou seja, essas duas cidades proporcionam no tempo e no espaço a manutenção da cidade santuário de Canindé-CE, de suas atividades e de seu comércio. Como referencial teórico, utilizou-se da dissertação de mestrado intitulada "Canindé é quando dé: trabalho e recompensa" de autoria de Lima (2016), considerando ainda outras leituras do arcabouço da Geografia Cultural, especialmente da coleção "Geografia Cultural" de organização de Zeny Rosendahl e Roberto Lobato Correa. Valeu-se, portanto, da reflexão e problematização desta dissertação à produção deste artigo, sobretudo do conteúdo relacionado ao tema proposto. A coexistência de ambas cidades é necessária à manutenção das atividades religiosas na cidade santuário de Canindé-CE. Tais cidades estão interrelacionadas e coabitam o imaginário popular. São cidades frutos das experiências construídas por cada grupo de indivíduos (moradores e romeiros), dentro de suas respectivas atividades e função social.

Palavras-chave


Cidade, Canindé-CE, Interrelação

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/agora.v20i1.11295

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