Construindo a “Picada”: colonização florestal, capital social e obrigações comunitárias em Picada Felipe Essig, Travesseiro/RS

Autores

  • Eduardo Relly Freie Universität Berlin

DOI:

https://doi.org/10.17058/agora.v20i1.11643

Palavras-chave:

Imigração alemã, Picada, capital social

Resumo

A picada teuto-brasileira se constituiu historicamente a partir das colonizações florestais realizadas por comunidades oriundas da Europa de língua alemã ou de seus descendentes diretos. Neste sentido, o discurso sobre os assentamentos rurais teuto-brasileiros assumiu na historiografia uma dimensão que realçava os aspectos autossuficientes, comunitários e isolados destas mesmas comunidades diante da sociedade brasileira. Este artigo propõe repensar estas assertivas colocando em causa esta perspectiva a partir da teoria de capital social em contexto pré-modernos. Utiliza-se a Picada Felipe Essig/RS como estudo de caso para a verificação empírica dos pressupostos teóricos acima expostos. Logo, a picada teuto-brasileira aparece como uma expressão cultural atualizada do contexto de aldeia centro-europeia e surge como uma forma de organização social que embora mostre inúmeros conflitos em seu interior, apresenta, ao mesmo tempo, vetores de cooperação e institucionalização comunitária que pretenderam diminuir as complexidades do novo ambiente colonizado.

Biografia do Autor

Eduardo Relly, Freie Universität Berlin

Graduado em História pelo Centro Universitário Univates em Lajeado-RS e mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela mesma universidade, no momento desenvolvo estudos de doutorado integral na Freie Universität Berlin (Lateinamerika-Institut) com apoio de uma bolsa DAAD-CAPES. Minha especialidade concerne ao exame da imigração alemã no sul do Brasil, especialmente no que tange às formas de organização social e institucional, natureza do regime de propriedade fundiária e florestal e no impacto ambiental do processo colonizador germânico. Penso meus problemas de pesquisa a partir das perspectivas da história global, "Entangled History" e história ambiental.

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Publicado

2018-01-06

Edição

Seção

Dossiê: Estudos Étnicos e Migrações: perspectivas históricas e atuais