Filantropo-capitalismo estadunidense e a agenda da saúde global: as fundações Rockefeller e Gates, passado e presente

Autores

  • Anne Emanuelle Birn University of Toronto, Canadá
  • Judith Richter Zurich University, Suíça

DOI:

https://doi.org/10.17058/agora.v20i2.12366

Palavras-chave:

Geografia da Saúde, Saúde Global, Filantropia

Resumo

A Saúde Global, na contemporaneidade, é fortemente marcada por questões econômicas e geopolíticas que, frequentemente, colocam à prova os principais objetivos das Instituições responsáveis pela sua manutenção e manejo. De certo modo, tais questões sempre foram vistas de modo articulado, dada a história das agências responsáveis pela saúde em nível internacional. Assim, duas importantes Fundações – Rockefeller e Bill e Melinda Gates – tiveram/tem importante participação no redirecionamento das ações em Saúde e, principalmente, no que se refere às lógicas de investimento em saúde ligadas à filantropia. Partindo disto, neste texto, a partir de revisão bibliográfica e documental, são discutidas as participações das Fundações em diferentes momentos históricos e as questões emergentes daquilo que chamamos de filantropo-capitalismo. Neste sentido, problematizamos os meios pelos quais tais Fundações interferem na lógica da gestão pública e/ou privada da Saúde Global com o objetivo de alertar sobre a necessidade de atenção acerca das atuais ações e campanhas de saúde financiadas pelo setor privado. Destaca-se, principalmente a quantidade de investidas na indústria farmacêutica em detrimento da melhoria da qualidade de vida e do cumprimento dos direitos humanos fundamentais.

Biografia do Autor

Anne Emanuelle Birn, University of Toronto, Canadá

Dra. em Políticas de Saúde

Judith Richter, Zurich University, Suíça

Dra. em Ciências Sociais

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Publicado

2018-07-05

Edição

Seção

Dossiê: Geografia e Saúde: uma aproximação possível e relevante