A percepção da família quanto ao seu papel no processo formativo do (a) estudante da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/agora.v23i2.16463

Palavras-chave:

Família. Educadores/Educadoras. Participação. Formação.

Resumo

Este artigo nasce do desejo em compreender como as famílias entendem seu papel dentro do processo formativo da EFASC. Buscou-se compreender o olhar das famílias quanto a sua participação, tanto na sessão familiar, auxiliando nas práticas e compartilhando seus saberes empíricos, quanto na sessão escolar, participando das assembleias, formações, serões e/outras atividades que a escola promove. O processo pedagógico da EFASC desperta curiosidade, principalmente a relação entre família e escola, uma vez que a família também faz parte do processo formativo de seu filho (a), sendo os educadores lá no espaço que eles conhecem e vivem. Portanto, todos envolvidos (escola/família) assumem responsabilidades em níveis diferentes de acordo com o lugar que ocupam numa EFA (ZAMBERLAN,2003). Mas será que eles entendem a importância disto? Percebemos, após a realização das pesquisas, e a partir da análise de discurso e também através no método dialético, que sim, eles compreendem seu papel na formação de seu filho e filha, no entanto a participação ainda é tímida porque eles e elas possuem medo de falar algo errado e ser motivo de risadas. E esbarramos também no preconceito histórico do “ser” agricultor e agricultora, moradores (as) do campo, uma vez que historicamente são taxados como ignorantes.

Biografia do Autor

Maira Tais Marques Corrêa, Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC e Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul - EFASC

Pós-Graduada em Educação do Campo e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Graduada em Letras/Português pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. Monitora da área de Linguagens da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul – EFASC.

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Publicado

2021-07-27

Edição

Seção

Tema Livre