Características moleculares de Staphylococcus aureus suscetível à vancomicina poderia ajudar a prever falhas no tratamento devido à reduzida suscetibilidade à vancomicina

Adriana Medianeira Rossato, Keli Cristine Reiter, Renata Oliveira Soares, Thiago Galvão da Silva Paim, Gustavo Enck Sambrano, Pedro Alves d’ Azevedo

Resumo


Justificativa e Objetivos: Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é uma das causas mais frequentes de infecções relacionadas à assistência à saúde e comunitárias, e com seu avanço, a vancomicina tornou-se a principal opção terapêutica. Entretanto, o seu uso
indiscriminado favoreceu o surgimento de MRSA com reduzida suscetibilidade à vancomicina, comumente associados com falhas no tratamento, bacteremia persistente, hospitalização prolongada e desfechos clínicos adversos. Este estudo avaliou a ocorrência de MRSA com reduzida suscetibilidade à vancomicina e determinou algumas características moleculares em comparação com MRSA suscetível à vancomicina (VS-MRSA). Métodos: Determinação do perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos, a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) para vancomicina, tolerância à vancomicina, tipagem do SCCmec e agr foram realizadas em um total de 177 MRSA. Posteriormente, foram triados para hVISA por BHIA-3V e BHIA-6V e confirmados com a Análise do Perfil Populacional -
Área Abaixo da Curva (PAP-AUC). Resultados: Os fenótipos VT-MRSA e hVISA foram encontrados em 13,6% e 5,1% dos isolados clínicos de MRSA, respectivamente, e a presença de hVISA foi estatisticamente significativa entre os isolados de VT-MRSA (p<0,05). Em VTMRSA,
SCCmec tipo II foi significativamente mais frequente do que em não-VT-MRSA, assim como a presença do agr grupo II. Conclusões: Características moleculares encontradas em MRSA são importantes para a epidemiologia, bem como para demonstrar um padrão em isolados com reduzida suscetibilidade à vancomicina. Testes não-convencionais para detecção destas características podem ser realizados para evitar a identificação errada de VS-MRSA que, consequentemente, resulta em falhas no tratamento com vancomicina.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/reci.v8i4.11393



Direitos autorais 2018 Adriana Medianeira Rossato, Keli Cristine Reiter, Renata Oliveira Soares, Thiago Galvão da Silva Paim, Gustavo Enck Sambrano, Pedro Alves d’ Azevedo

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Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção - ISSN 2238-3360

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