Microrganismos multirresistentes nas mãos de profissionais de saúde em Unidades de Terapia Intensiva

Autores

  • Marina Aparecida Soares Universidade Federal de Uberlândia
  • Nayara de Moura Rodrigues Universidade Federal de Uberlândia
  • Marcela Ramos de Oliveira Menezes Hospital e Maternidade Municipal de Uberlândia
  • Daniela Neves Gerace Hospital e Maternidade Municipal de Uberlândia
  • Cristiana Martins Duarte Hospital e Maternidade Municipal de Uberlândia
  • Priscila Martins Brandão Hospital e Maternidade Municipal de Uberlândia
  • Lizandra Ferreira de Almeida Borges Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v9i3.12674

Palavras-chave:

Infecção hospitalar. Higiene das mãos. Resistência microbiana a antibióticos.

Resumo

Justificativa e Objetivos: A relação dos microrganismos multirresistentes com as infecções hospitalares deixam poucas expectativas para o futuro, por isso este estudo teve como objetivo identificar os microrganismos presentes nas mãos dos profissionais em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e seu papel nas infecções hospitalares. Métodos: Foram coletadas amostras das mãos dos profissionais de saúde de UTI adulto e neonatal, utilizando o método do saco estéril de polietileno seguido de análises microbiológicas. Resultados: Foi coletado um total de 51 amostras, 26 de UTI adulto e 25 de UTI neonatal, sendo 56,8% de profissionais da enfermagem. Foi realizado o isolamento de bactérias, em que cerca de 60% dos voluntários apresentaram contaminação das mãos por microrganismos da microbiota transitória, e em sua maioria resistentes aos β-lactâmicos, inclusive com perfil ESBL (54,5%), principalmente Enterobacter spp., Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. Conclusão: Estes resultados demonstram que microrganismos associados às infecções hospitalares estão presentes nas mãos dos profissionais de saúde, e que, para tanto, a higienização das mãos está sendo deficiente ou negligenciada. Para diminuir as taxas de infecção hospitalar são necessários vários fatores, como educação continuada, monitoramento da adesão à pratica de higiene das mãos, manutenção e instalação de equipamentos, além do uso racional de antibióticos.

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Publicado

2019-07-17

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL