A prática do (a) enfermeiro (a) na inserção do cateter de Folley em pacientes de unidade de terapia intensiva: limites e possibilidades

Magno Conceição Merces

Resumo


Justifi cativa e Objetivos: A enfermagem tem importante papel na prevenção e controle da infecção do trato urinário. A inserção de cateter urinário representa a topografia local com maior índice de infecção hospitalar. O cateter de Folley é um procedimento privativo do enfermeiro, e exige técnicas assépticas durante a sua realização, prevenindo assim, riscos ao cliente. A pesquisa, teve como objetivos avaliar a prática do (a) enfermeiro(a) na inserção do cateter de Folley e apontar limites e possibilidades dessa prática em pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital Geral do Interior da Bahia (HGIB). Metódos:
Trata-se de um estudo qualitativo do tipo exploratório e descritivo. A coleta de dados foi realizada através de entrevista semi-estruturada. Após análise dos dados foram apreendidas duas categorias, a saber: a prática do (a) enfermeiro (a) na inserção do cateter de Folley em pacientes de UTI e os limites e possibilidades da prática do (a) enfermeiro (a) de UTI na inserção do cateter
de Folley. Utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin para a análise dos dados. Resultados: O estudo aponta que a prática do(a) enfermeiro (a) na inserção do cateter de Folley em pacientes de UTI é apreendida a partir do uso de técnicas assépticas para a prevenção da infecção urinária, do conhecimento teórico e prático na inserção do cateter de Folley em pacientes de UTI, do conhecimento sobre infecção do trato urinário e as relações com a inserção da sonda vesical e que os limites e possibilidades
da prática do (a) enfermeiro (a) na inserção do catéter de Folley, apresentam-se através de medidas para minimizar os riscos de infecção hospitalar proveniente da sondagem vesical de demora na UTI. Os (as) enfermeiros (as) sinalizam que os riscos de infecção hospitalar são inerentes à sondagem vesical de demora (SVD). Aspecto importante, pois, o conhecimento ou a sua ausência pode se constituir em limite ou possibilidade para a prática do (a) enfermeiro (a) na inserção do cateter de Folley em pacientes de UTI. Conclusão: O (a) enfermeiro (a) deve investir na sistematização do conhecimento, o que garante respaldo para equipe, informação, segurança e presteza na assistência, tornando possível a diminuição dos índices de infecção do trato urinário e suas complicações em pacientes criticamente enfermos e que é necessário o treinamento da equipe multiprofi ssional,
educação continuada, interação e comunicação com a equipe médica e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) para a prevenção e combate à infecção hospitalar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/reci.v3i2.3157



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Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção - ISSN 2238-3360

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