Adesão às medidas preventivas de pneumonia associada à ventilação mecânica.

Autores

  • Luany Caroline Adamovicz Bork
  • Maria Dagmar da Rocha Gaspar
  • Péricles Martim Reche
  • Guilherme Arcaro

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v5i1.4885

Resumo

Justificativa e Objetivos: Ressaltando a relevância da adoção de medidas preventivas de infecção para a realização de uma assistência livre de danos emergiu a necessidade de observar como a equipe de saúde aplica o bundle. Objetivou-se verificar a adesão de medidas preventivas de pneumonia pelos profissionais de saúde, da Unidade de Terapia Intensiva geral adulta de um hospital público, Ponta Grossa-PR. Métodos: Pesquisa transversal, de abordagem quantitativa, prospectiva e observacional, realizada no período de abril a julho de 2013. A amostra constituiu-se de 33 pacientes que estavam em ventilação mecânica, totalizando o registro de 1522 momentos de aplicações das medidas preventivas de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM). Resultados: Dos 33 pacientes, 13 desenvolveram pneumonia, a média de idade foi de 59,72 anos e a prevalência foi do gênero feminino (44,44%). Verificou-se que os profissionais de saúde atenderam a cabeceira elevada dos leitos em média 69,80%, assim como aderiram à interrupção da sedação em média 66,66%, realizaram a higiene oral com clorexidina 94,61%, mantiveram o cuff do tubo orotraqueal (entre 20 e 25 mmH20) 64,44%, adequaram o filtro de nebulizador para ficar dentro da validade 89,50% e em 93,4% das observações deixaram os circuitos livre de condensados. Analisou-se que o valor médio de dias passados em ventilação mecânica dos pacientes que adquiriram infecção foi de 15,85 (DP = 8,65) dias. Conclusão: Revela-se que quando a equipe aplica todas as medidas preventivas ao paciente sob ventilação mecânica há redução do risco de adquirir infecção no trato respiratório. DESCRITORES: Terapia intensiva; Pneumonia associada à ventilação mecânica; Infecção hospitalar; Equipe de assistência ao paciente.

Biografia do Autor

Luany Caroline Adamovicz Bork

Enfermeira. Residente do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná na Residência Multiprofissional em Atenção Hospitalar. Curitiba- PR, Brasil.

Maria Dagmar da Rocha Gaspar

Enfermeira. Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Docente do departamento de Enfermagem e Saúde Pública da Universidade Estadual de Ponta Grossa- PR, Brasil.

Péricles Martim Reche

Farmacêutico. Doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro- RJ, Brasil. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem e Saúde Pública – DENSP da Universidade Estadual de Ponta Grossa- PR, Brasil.

Guilherme Arcaro

Enfermeiro. Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais. Ponta Grossa- PR, Brasil.

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Publicado

2015-01-04

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL