Avaliação de Ibicella lutea como agente antimicrobiano frente à Staphylococcus aureus

Autores

  • Lisiane Martins Volcão Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Tatiane Silveira Coelho Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Alváro Vàsquez Universidad de La Republica de Uruguay, Montevideo, Uruguai.
  • Maria Pia Cerdeiras Universidad de La Republica de Uruguay, Montevideo, Uruguai.
  • Pedro Eduardo Almeida da Silva Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Flávio Manoel Rodrigues da Silva Júnior Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Daniela Fernandes Ramos Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v6i4.8200

Resumo

Justificativa e Objetivos: O estudo objetivou a avaliação da atividade antibacteriana de extratos brutos e frações de Ibicella lutea, na inibição do crescimento de Staphylococcus aureus, avaliando a combinação destes compostos e sua atividade citotóxica. Métodos: Para a atividade antibacteriana dos extratos foi utilizado o Teste de Microdiluição em Caldo, seguido do Teste Checkerboard. Os extratos que apresentaram atividade antibacteriana foram submetidos ao teste de citotoxicidade, com células macrofágicas e determinação do seu Índice de Seletividade (IS). Resultados: A fração de acetato de etila(AcOE) obteve o melhor potencial antibacteriano (6,25 µg/mL), entretanto nenhum dos compostos testados apresentaram atividade bactericida nas concentrações empregadas. Neste estudo pode-se observar uma ação aditiva entre as frações AcOE e metanólica (MeOH), sendo a interação entre os extratos brutos indiferente. De acordo com o teste de citotoxicidade, a fração AcOE apresentou uma maior índice de sobrevivência das células macrofágicas (IC50%=30,35 µg/mL). Entretanto, quando calculado o IS, não houve resultados satisfatórios (IS < 10) para os extratos analisados. Conclusões: Neste estudo observou-se o potencial antibacteriano das frações AcOE e MeOH, assim como uma ação aditiva na combinação das frações, dando suporte para o isolamento e caracterização de seus componentes ativos. Apesar dos extratos não apresentarem um IS satisfatório, novos estudos de toxicidade devem ser realizados para determinar com segurança o potencial de uso dos produtos provenientes de I. lutea, como é o caso de medicamentos para uso tópico ou biocidas.

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Publicado

2016-10-04

Como Citar

Volcão, L. M., Coelho, T. S., Vàsquez, A., Cerdeiras, M. P., Silva, P. E. A. da, Júnior, F. M. R. da S., & Ramos, D. F. (2016). Avaliação de Ibicella lutea como agente antimicrobiano frente à Staphylococcus aureus. Revista De Epidemiologia E Controle De Infecção, 6(4), 191-196. https://doi.org/10.17058/reci.v6i4.8200

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL