Araneísmo no município de Chapecó (SC) e fatores associados

Ariane Paris, Larissa Grando Paludo, Junir Antonio Lutinski, Paula Senna da Silva, Suiane Oliveira de Quadros, Cléia Fátima Bedin, Karina Giachini, Francis Maira Schabat, Maria Assunta Busato, Vanessa da Silva Corralo

Resumo


RESUMO: Justificativa e Objetivo: com a expansão dos centros urbanos os acidentes causados por animais peçonhentos vêm se tornando mais frequentes, podendo causar agravos à saúde da população. Alguns aracnídeos pertencentes aos gêneros Loxosceles e Phoneutria, podem causar acidentes devido às ações tóxicas da peçonha injetada nas vítimas. Objetivou-se com este estudo avaliar a incidência dos casos de loxoscelismo e de foneutrismo, no município de Chapecó (SC), ocorridos entre os anos de 2010 a 2015, bem como a relação entre os acidentes e fatores sazonais e climáticos. Material e Métodos: as notificações foram obtidas junto ao Sistema de Informações de Agravos de Notificações (Sinan) e os registros climáticos junto ao Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram). Foi realizada uma análise descritiva das frequências segundo o sexo, idade, zona de residência e sazonalidade dos acidentes. Os registros climáticos foram correlacionados com as frequências utilizando-se o teste de correlação de Pearson. Resultados: foram notificados 287 acidentes no período, dentre os quais, 231 de loxoscelismo e 56 de foneutrismo. Observou-se uma predominância dos acidentes associadas ao sexo feminino, zona urbana e a faixa etária economicamente ativa (20 a 59 anos), bem como uma relação positiva (p<0,05) entre os acidentes e a temperatura máxima mensal. Conclusão: este estudo reúne informações relevantes sobre os perfis dos acidentes envolvendo aranhas no município de Chapecó (SC) e também descreve a associação dos acidentes com fatores climáticos. Informações que poderão subsidiar o planejamento e a implementação de estratégias de educação em saúde, prevenção dos acidentes e o cuidado com pacientes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/reci.v7i3.8354



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