Perfil epidemiológico dos casos de sífilis na cidade de Americana (SP) de 2005 a 2015

Rayane Bento Maciel, Isabela Cristiane de Barros, Leila Aidar Ugrinovich, Patricia Ucelli Simioni, Roselene Canato Felipe de Oliveira

Resumo


Justificativa e Objetivos: A sífilis, infecção que apresenta elevado número de casos na atualidade, é transmitida pelo Treponema pallidum, que se difunde por via hematológica após atravessar o tecido lesionado. Embora se tenha verificado um aumento de número de casos de sífilis no Brasil, pouco se discute sobre dados específicos regionais e as causas desse aumento. O presente estudo busca avaliar os dados epidemiológicos dos casos de sífilis na cidade de Americana, SP, de 2005 a 2015, bem como explorar os fatos que possam justificar as alterações encontradas. Métodos: No presente trabalho foram analisados os dados obtidos junto a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, sendo as informações disponibilizadas pela Vigilância Epidemiológica de Americana, SP. Foram analisados os dados relativos aos casos de sífilis, notificados pela Vigilância Sanitária entre os anos de 2005 a 2015. Resultados: Foi encontrado um aumento recrudescente de casos de sífilis em Americana, SP, a partir do ano de 2012. Esse aumento no número de casos notificados por ano estudado foi mais intenso na população masculina. O aumento no número de casos de sífilis congênita e sífilis gestacional acompanham proporcionalmente o aumento de casos de sífilis notificados em adultos. Também foi observado que os parceiros sexuais de gestantes portadoras de sífilis ignoraram ou se negaram a realizar o tratamento de sífilis oferecido pela unidade de saúde, sendo estes 81% dos casos apresentados. Conclusão: O aumento de casos de sífilis a partir de 2012 na população da cidade de Americana, SP, foi confirmado pelas análises comparativas dos dados e pode estar relacionado à necessidade de notificação compulsória. Não foram observadas reduções de número de casos dessa doença após esse período. O aumento dos coeficientes epidemiológicos, nos últimos anos na cidade reforça a necessidade de ações voltadas para o controle desse agravo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/reci.v7i3.8583

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