Implantação do Protocolo de Manejo de Sepse no Pronto Atendimento do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais

Susan Natielli Scheidt, Danielle Bordin, Lindomar Nde de Aguiar, Emelly Cristina Tracz, Guilherme Arcaro, Paulo Vitor Farago, Maria Dagmar Rocha

Resumo


Introdução: a sepse é um desafio para a saúde pública pela sua alta taxa de mortalidade mundial e por configurar-se em uma doença ainda pouco conhecida. Protocolos para seu manejo é fundamental para proporcionar atendimento em tempo reduzido e aumentar as chances de sobrevivência do paciente. Objetivo: apresentar a implantação do 'Protocolo Assistencial – Manejo de Sepse' desenvolvido no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG) de Ponta Grossa, Paraná e as características dos pacientes a ele submetidos. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo, exploratório, realizado no Pronto Atendimento do HURCG, 2016. A elaboração do protocolo teve foco nos pacientes adultos com critérios de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS), sepse, sepse grave e choque séptico e descrito por meio de fluxograma. A amostra foi composta por 50 pacientes e os dados analisados descritivamente. Resultados: o fluxograma de atendimento é composto pela abordagem inicial ao paciente com sepse, pacote 3/6 horas – otimização hemodinâmica e, pacote opcional – otimização de Saturação venosa central de oxigênio/ pressão venosa central. A média de idade foi de 66 anos, sendo 56% mulheres. Os sintomas dos critérios da SIRS mais relevantes foram a hipotensão (96%), leucocitose (70%) e elevação da creatinina (76%). A realização imediata de exames esteve presente em 100% dos pacientes e o início da antibioticoterapia em 74% e a prevalência de óbito de 72%. Conclusão: a implantação do protocolo subsidiou a identificação precoce dos pacientes, qualificação do cuidado, ganho operacional e as características dos pacientes condizentes com quadros graves de sepse.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/reci.v1i1.9974



Direitos autorais 2018 Susan Natielli Scheidt, Danielle Bordin, Lindomar Nde de Aguiar, Emelly Cristina Tracz, Guilherme Arcaro, Paulo Vitor Farago, Maria Dagmar Rocha

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Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção - ISSN 2238-3360

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