EDUCAÇÃO E SOFRIMENTO: MARCAS DE UM PARADIGMA

Autores

  • Nize Campos Pellanda
  • Beatriz Rocha Araujo
  • Patricia Schneider

DOI:

https://doi.org/10.17058/rea.v15i2.324

Palavras-chave:

educação, sofrimento, complexidade, acoplamento estrutural, biologia

Resumo

Com essa comunicação pretendemos apresentar um relato de uma pesquisa em andamento sobre sofrimento dos estudantes como consequência de práticas educativas que não contemplam necessidades fundamentais dos seres humanos em termos biológicos, epistêmicos e ontológicos. Essas necessidades estão sendo apontadas por pesquisas transdisciplinares recentes sobre o funcionamento dos seres vivos. Essas práticas didáticas são consideradas na pesquisa como altamente inibidoras do ser/conhecer. Essa inseparabilidade das dimensões da realidade é a marca principal da investigação pautada no paradigma da complexidade fazendo contraponto com as questões da fragmentação da modernidade que representam um foco importante de análise. O quadro teórico de fundo para análise dos dados é construído a partir de ciências que constituem o movimento de auto-organização (MAO) focalizando principalmente as teorias biológico/cognitivas da Biologia do Conhecer de H. Maturana e F. Varela e Complexificação pelo ruído de H. Atlan. Os dados referem-se a duas fontes principais de coleta: conversas com crianças de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental de escolas estaduais de duas cidades diferentes e depoimentos de educadores em forma de história de vida. Nessa apresentação serão discutidos apenas os dados referentes à primeira parte pois a segunda parte ainda não foi analisada. Esclarecemos que trata-se de uma pesquisa em andamento e, por esse motivo, não aparecerão aqui situações conclusivas mas sim uma ênfase no devir da pesquisa. A partir desse quadro teórico, são feitas as análises cujo eixo situa-se na questão da (não)construção de sentido na escola. Usamos sentido como aquilo que emerge da ação humana e, portanto, como produção dos seres humanos no bojo de sua ação sobre a realidade. Nessa perspectiva, ele faz parte integrante do processo de conhecimento que, por sua vez, não se separa do processo de viver. Palavras-chave: educação; sofrimento; complexidade; acoplamento estrutural; biologia do conhecer.

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Publicado

2008-07-08

Edição

Seção

Artigos Temáticos