EDUCAÇÃO E SOFRIMENTO: MARCAS DE UM PARADIGMA

Nize Campos Pellanda, Beatriz Rocha Araujo, Patricia Schneider

Resumo


Com essa comunicação pretendemos apresentar um relato de uma pesquisa em
andamento sobre sofrimento dos estudantes como consequência de práticas educativas
que não contemplam necessidades fundamentais dos seres humanos em termos
biológicos, epistêmicos e ontológicos. Essas necessidades estão sendo apontadas por
pesquisas transdisciplinares recentes sobre o funcionamento dos seres vivos. Essas
práticas didáticas são consideradas na pesquisa como altamente inibidoras do
ser/conhecer. Essa inseparabilidade das dimensões da realidade é a marca principal da
investigação pautada no paradigma da complexidade fazendo contraponto com as
questões da fragmentação da modernidade que representam um foco importante de
análise. O quadro teórico de fundo para análise dos dados é construído a partir de
ciências que constituem o movimento de auto-organização (MAO) focalizando
principalmente as teorias biológico/cognitivas da Biologia do Conhecer de H. Maturana
e F. Varela e Complexificação pelo ruído de H. Atlan. Os dados referem-se a duas
fontes principais de coleta: conversas com crianças de 5ª a 8ª séries do Ensino
Fundamental de escolas estaduais de duas cidades diferentes e depoimentos de
educadores em forma de história de vida. Nessa apresentação serão discutidos apenas os
dados referentes à primeira parte pois a segunda parte ainda não foi analisada.
Esclarecemos que trata-se de uma pesquisa em andamento e, por esse motivo, não
aparecerão aqui situações conclusivas mas sim uma ênfase no devir da pesquisa. A
partir desse quadro teórico, são feitas as análises cujo eixo situa-se na questão da
(não)construção de sentido na escola. Usamos sentido como aquilo que emerge da ação
humana e, portanto, como produção dos seres humanos no bojo de sua ação sobre a
realidade. Nessa perspectiva, ele faz parte integrante do processo de conhecimento que,
por sua vez, não se separa do processo de viver.

Palavras-chave: educação; sofrimento; complexidade; acoplamento estrutural; biologia do conhecer.

Palavras-chave


educação; sofrimento; complexidade; acoplamento estrutural; biologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v15i2.324

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