VIDEOGAMES COMO OBJETOS INTERESSANTES AO ESTUDO DA COGNIÇÃO

Cleci Maraschin, Carlos Baum

Resumo


Os videogames criam um espaço virtual que pode ser habitado de diversas formas por seus jogadores. Apesar das controvérsias nas quais encontram-se constantemente inseridos, os jogos eletrônicos dão testemunho do modo de operar cognitivo de nosso contemporâneo permeado por objetos técnicos. Ao privilegiar o saber fazer em vez de uma experiência declarativa os jogos abrem questões no campo das novas alfabetizações e problematizam o uso da tecnologia nas práticas educativas. A partir do desenvolvimento de um jogo locativo no Jardim Botânico de Porto Alegre, esse artigo discuti algumas implicações teóricas, metodológicas e políticas que decorrem da pesquisa com videogames no campo dos estudos cognitivos. Discutimos, por fim, três implicações teórico/metodológicas que a prática com videogames nos força a pensar: pesquisar o videogame através da processualidade de sua operação, questionar as políticas cognitivas que organizam nosso cotidiano e mapear a rede complexa de práticas que sustenta o uso dos objetos técnicos.

Palavras-chave


Videogame; Jogos Locativos; Cognição; Experiência Projetada; Enação; Novas Alfabetizações

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/rea.v21i2.3976



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