Linguagem, tecnologias e mídia: perspectivas da narrativa oral urbana

Mauren Pavao Przybylski

Resumo


O avanço tecnológico deixou marcas nos mais diversos âmbitos da sociedade, seja no social, politico ou econômico e a narrativa não deixou de acompanhar esses avanços. Narrar sua subjetividade é próprio do ser humano, desde os primórdios, e as mídias surgem como uma nova ferramenta que auxilia na forma como o indivíduo se inscreve e se legitima no mundo. A verdade é que as tecnologias podem ser lidas como mais um espaço de legitimação da produção cultural de indivíduos ditos marginalizados, ou, aos moldes de Gaytri Spivak, subalternos. A narrativa oral urbana dá a oportunidade aos marginalizados de se reinventarem e de mostrarem suas habilidades, sejam elas artísticas, culturais, etc. Este artigo pretende ser uma reflexão acerca da importância da linguagem e do uso das tecnologias e mídias para a valorização de narrativas orais urbanas produzidas em um bairro periférico, a Restinga, 30 km ao sul do centro de Porto Alegre, por indivíduos à margem e que nem por isso deixam de permitir um olhar desde uma perspectiva canônica.

Palavras-chave


Narrativa oral. Narrativa Urbana. Medias

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v36i61.2116

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