O “corpo” do jornal e o sujeito urbano: jornalismo e novas tecnologias

Telma Domingues da Silva

Resumo


O presente trabalho é uma reflexão sobre o discurso jornalístico em um momento de mudança, a partir do advento da tecnologia digital. Essa tecnologia age na identificação de jornalistas e leitores em relação a “o que é o jornal”. A análise da enunciação em torno desse momento no meio jornalístico aponta para um jornal que acaba e um jornal que fica: ou seja, a designação jornal mantém-se em referência a um conjunto determinado de textos em que se destacam as “notícias”, embora a materialidade digital faça (d)esse objeto (um) outro.
A análise dessa enunciação e do acontecimento da tecnologia digital na prática jornalística se faz através da metodologia da análise de discurso, com os conceitos de formações imaginárias e interdiscurso, de Pêcheux (1988), bem como da distinção proposta por Orlandi (2001) entre constituição, formulação e circulação do discurso. Verificou-se, com esta análise, que na transferência do sentido de jornal para a materialidade digital funciona a produção de uma identidade corporativa – mais exatamente, o reforço da identidade corporativa que já funciona – sobre esse corpo enquanto imagem (imaginário), que se marca graficamente.

Palavras-chave


discurso jornalístico. texto jornalístico. sujeito leitor. discurso urbano.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v36i61.2127

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