Sentidos de (hiper)leitura em (dis)curso

Autores

  • Fernanda Silveira Correa Galli
  • Gustavo Grandini Bastos
  • Ludmila Ferrarezi

DOI:

https://doi.org/10.17058/signo.v36i61.2142

Palavras-chave:

(Hiper)leitura, Discurso, Internet,

Resumo

No presente artigo, realizamos um estudo acerca da leitura na internet, utilizando como base teórica e metodológica a Análise do Discurso de filiação francesa. A leitura, nessa perspectiva discursiva, é um processo construído historicamente, no qual o sentido nunca se encontra já posto, visto que ele depende da posição sócio-histórica ocupada pelo sujeito, permitindo a ambiguidade, o equívoco, o furo, enfim, possibilitando entender que a linguagem também é o lugar da não comunicação. Empreendemos um percurso analítico de recortes obtidos através da proposta “Ler na internet é...”, corpus coletado a partir de um exercício realizado na IV Jornada de Análise do Discurso – Leitura(s) no Discurso e na Ciência da Informação. Consideramos que a leitura realizada na rede eletrônica permite a inscrição de sentidos outros: não se trata apenas de uma alteração de suporte, mas também uma outra forma de leitura e de produção de sentidos. Observamos, em nossa análise, duas regularidades presentes nos recortes, a saber: i) a grandiosidade da rede eletrônica, que encanta o sujeito-leitor que, por sua vez, crê ter acesso a todos os arquivos ali existentes; e ii) o caráter negativo da leitura na tela, que causa desconforto e irritação diante de tantas possibilidades disponibilizadas para a leitura.

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Publicado

2011-07-01

Edição

Seção

O texto e o discurso