Cognição e oralidade da cultura caipira: efabulação e epistemologia empírica.

Daniel Batista Lima Borges

Resumo


O presente artigo visa à construção de uma perspectiva de análise de narrativas orais considerando os aspectos cognitivos relacionados ao ato de efabulação oral. Nesse sentido, faz-se necessário o delineamento de bases psíquicas envolvidas no trabalho com a palavra feito por indivíduos da cultura caipira do município de Caçapava-SP. Para tanto, propõe-se, como ponto de partida, a relativização de alguns pressupostos de Os parceiros do Rio bonito, de Antonio Candido, no sentido de se considerar as especificidades simbólicas da oralidade caipira como forma de resistência e atualização em relação às mudanças econômicas que atingem o Vale do Paraíba. Nesse contexto, a análise literária permite delinear as mediações formais que a palavra assume ao expressar a experiência individual e a relação do indivíduo com seu contexto sociocultural.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v38i65.4182

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


Disponibilidade para depósito: permite o depósito das versões pré-print e pós-print de um artigo