A fluida zona linguística das causalidades: áreas de contraste e de sobreposição

Andre Vinicius Lopes Coneglian

Resumo


Este artigo propõe-se a uma investigação da (fluida) zona adverbial das causalidades. Conjugando-se pressupostos cognitivistas e funcionalistas para uma análise da língua em uso, analisa-se as relações adverbiais de causa, de condição e de concessão a fim de verificar quais as propriedades semânticas e pragmáticas por meio das quais se observam áreas de contraste e de sobreposição entre essas três categorias. O tratamento conferido a essas relações adverbiais prevê que elas sejam consideradas categorias que apresentam membros prototípicos, ou seja, os mais representativos, e membros periféricos, que se distanciam da exemplaridade e podem se alocar em áreas de transição categorial. Em última instância, argumenta-se a favor de uma visão não engessada das categorias gramaticais, neste caso, a categoriais das relações adverbiais, dando-se continuidade a estudos funcionalistas e cognitivistas que seguem nessa direção como Dancygier e Sweetser (2005) e Neves (2010, 2012).

Palavras-chave


Relações adverbiais. Categorias gramaticais. Fluidez de limites.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v39i67.5025

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