A escrita académica: um jogo de forças entre a geração de ideias e a sua concretização

Maria da Graça Lisboa Castro Pinto

Resumo


Pretende-se, neste texto, olhar para o autor de um trabalho académico como um tecelão que, no seu labor de reescrita assente em escrita, combina informação de várias proveniências com vista a conferir à sua produção textual a originalidade esperada em resultado da pesquisa efetuada. Referem-se diferentes conceitos associados à originalidade (autoria, identidade, voz, posição, atribuição, citação, paráfrase, intertextualidade transgressiva, plágio e “patchwriting”) e apela-se à importância de saber usar as fontes devidamente, após uma leitura cuidada, profunda e crítica das mesmas, a fim de que a interpretação se sobreponha à reprodução, a intertextualidade não seja transgressiva e subsequentemente o “patchwriting” ou mesmo o plágio só possam ser tolerados como medida pedagógica numa fase inicial da composição. Ademais, lançam-se pistas de intervenção para ajudar os estudantes a encontrarem a sua voz de autores e sublinha-se que a escrita deve ser entendida como um hábito, como uma disciplina, como uma luta e como um ofício que espera muito rigor e empenhamento por parte de quem a pratica.

Palavras-chave


Escrita académica. Geração de ideias. Fontes. Originalidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v1i1.7325

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