Por que não distinguir sentido próprio de sentido figurado em Saussure e em Ducrot?

Leci Borges Barbisan, Lauro Gomes

Resumo


Este texto propõe uma reflexão sobre as noções clássicas de sentido próprio e de sentido figurado, com base em princípios e conceitos apresentados por Ferdinand de Saussure, no Curso de linguística geral e nos Escritos de linguística geral, e por Oswald Ducrot, a propósito da postulação da tese de que a argumentação está na língua. Dentre os conceitos saussurianos mais importantes para as reflexões feitas ao longo deste texto, destacam-se os de arbitrário, de relação e de valor. Ganha o acento este último conceito da teoria de Saussure, visto que é baseado nele e na noção de alteridade apresentada por Platão, em O Sofista, que Ducrot rejeita a existência de um aspecto objetivo na linguagem e une os aspectos subjetivo e intersubjetivo ‒ constitutivos do sentido de enunciados ‒ no que chamou de valor argumentativo. Mantendo-se, portanto, fiel ao modo saussuriano de olhar para a linguagem, Ducrot construiu a Teoria da Argumentação na Língua ‒ « L'Argumentation Dans la Langue » ‒ e defende, até o momento atual da teoria, a hipótese que rejeita a distinção dos tradicionalmente chamados sentidos denotativo e conotativo.

Palavras-chave


sentido próprio, sentido figurado, valor, alteridade, Semântica Argumentativa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v42i73.7836

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