Narrar é resistir: impasses de representação narrativa em João Guimarães Rosa no fim dos anos 1940

Guilherme Mazzafera e Silva Vilhena

Resumo


O ensaio procura flagrar o surgimento de um segundo “momento de escritura” na obra Guimarães Rosa, delineado por um conjunto de textos publicados em periódicos entre Sagarana (1946) e os livros de 1956, Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas. A partir da análise de uma importante carta do autor e de um dos textos síntese do período, “Com o Vaqueiro Mariano”, procuramos compreender as linhas de força de uma nova inflexão da literatura rosiana caracterizada pelo combate aos problemas da “deficiência representativa” imanente ao contexto literário brasileiro e internacional e pela constituição progressiva de uma voz narrativa em primeira pessoa marcada pela dificuldade de narrar e por uma postura de adesão à sua matéria que, adquirindo concretude nos textos, precisa ser pensada em termos de alcance estético-ideológico.

Palavras-chave


Literatura brasileira. Guimarães Rosa. Momento de escritura.Voz narrativa. Deficiência representativa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v42i74.8716

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