TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE PACIENTE PÓS OPERATÓRIO CIRÚRGICO DE FRATURA OBLÍQUA DE FÍBULA DISTAL E TRATAMENTO CONSERVADOR DE FRATURA COMINUTIVA DE FALANGE DISTAL DE HÁLUX: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Patrícia Oliveira Roveda, Ângelo Hoff, Rafaela Velten Iochims

Resumo


Introdução:As causas externas das fraturas podem ser classificadas em acidentais como quedas, acidentes de trânsito e trabalho,a imobilidade gerada pela fratura pode provocar ou agravar inúmeras patologias clínicas e ortopédicas. A fíbula é uma das estruturas ósseas do corpo humano que tem como função a sustentação e mobilidade do corpo,uma fratura nessa estrutura pode comprometer as funções afetando a capacidade de realizar atividades de vida diária (AVD’s).Dentre as fraturas que acometem os dedos do pé, as mais frequentes comprometem o hálux devido a localização na borda do antepé.A escolha pelo tratamento conservador ou cirúrgico depende de aspectos como: tipo fratura,histórico do paciente e resposta a consolidação.Objetivo:Relatar a experiência vivenciada no estágio ambulatorial no tratamento fisioterapêutico pós operatório de fratura de fíbula distal e tratamento conservador de fratura da falange distal de hálux. Métodos:Trata-se de um estudo descritivo,do tipo relato de experiência realizado na Clínica FisioUnisc da Universidade de Santa Cruz do Sul,pertencendo a atividade curricular do Estágio Supervisionado em Fisioterapia Ambulatorial,onde cada sessão dura 45 minutos. Inicialmente realizou-se a avaliação fisioterapêutica,realizando anamnese para coleta de informações,complementando a inspeção e palpação realizou-se testes especiais como Goniometria para mensurar a amplitude de movimento (ADM) de tornozelo,avaliação do edema através de Cacifo e perimetria em 8,teste de Homans e de empastamento de panturrilha,força muscular de Oxford membro inferior (MMII), medida real e aparente, teste de equilíbrio, e de descarga de peso na balança, sensibilidade térmica, tátil e dolorosa. Após a avaliação fisioterapêutica e análise dos resultados elaborou-se um plano de tratamento específico. Resultados:Através da avaliação constatou-se que o paciente apresenta edema na região dorsal do pé e bimaleolar,significativa diminuição da ADM de tornozelo em dorsiflexão e plantiflexão (a fixação cirúrgica influência neste aspecto) déficit sensitivo na região da cicatriz,leve diminuição da força muscular e diferença na descarga de peso entre os membros. Levando em consideração todas estas informações foram adotadas condutas que objetivam a diminuição do edema como uso do turbilhão associado a movimentos de artelhos,manutenção e ganho de ADM ativa com exercícios ativos assistidos com dispositivos como meia lua e disco rotacional,exercícios para fortalecimento muscular ativo assistidos/ativos livres com uso de faixa elástica para fortalecimento de inversores,eversores,plantiflexores e dorsiflexores de tornozelo,além de treino de descarga de peso e de marcha com e sem obstáculos como rampas e degraus,mobilização de tecido cicatricial,alongamentos passivos/ativos assistidos/ativos livres para MMII, coluna torácica e lombar,e membros superiores. Conclusão: O tratamento fisioterapêutico pós operatório de fratura de fíbula distal e tratamento conservador de fratura de hálux demonstra-se muito importante na manutenção de ADM de tornozelo,além da diminuição do edema,correta descarga de peso e marcha,promovendo uma recuperação mais rápida ao retorno das AVD’s.Com isso,conclui-se que o Estágio em Fisioterapia Ambulatorial propicia vivências que promovem experiência para a vida profissional além de muita aprendizagem e experiências,promovendo a sensação de maior preparo para a vida profissional.




ISSN 2764-2135