CONSUMO DE FRUTAS E VEGETAIS POR CRIANÇAS COM EXCESSO DE PESO ATENDIDAS NO AMBULATÓRIO VIDA LEVE

Taís Brutcher, Eduarda Lima Brum Magalhães, Fabiana Assmann Poll

Resumo


A alimentação e a nutrição constituem requisitos básicos para a promoção de saúde, possibilitando o crescimento e o desenvolvimento humano com qualidade de vida. As frutas e os vegetais são alimentos muito saudáveis, pois são excelentes fontes de fibras, de vitaminas e minerais e de vários compostos que contribuem para a prevenção de muitas doenças. Uma das ações do projeto de extensão “Promoção de hábitos alimentares saudáveis: da infância ao envelhecimento humano” é o ambulatório Vida Leve, que é um atendimento multidisciplinar, feito por estudantes e professores do curso de Medicina e Nutrição todas às terças-feiras no Serviço Integrado de Saúde (SIS)/UNISC. Tal prática é voltada para crianças e adolescentes que em sua maioria, encontram-se com obesidade, visa a prevenção e tratamento desta condição e suas comorbidades voltadas à melhora dos hábitos de vida. Durante a consulta é feita uma anamnese dirigida às práticas alimentares, e dentre os costumes analisados, estão a frequência do consumo de vegetais e de frutas. Esses são importantes, pois fornecem muitos nutrientes, como vitaminas e minerais e são fontes de fibras, que ajudam no processo de digestão e dão sensação de saciedade. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é verificar a frequência do consumo de frutas e vegetais pelas crianças e adolescentes com excesso de peso atendidos no ambulatório de janeiro a julho/2021. Trata-se de um estudo transversal, foi feito com dados das fichas de anamnese verificando idade, sexo e frequência de consumo de frutas e vegetais. Os resultados obtidos se referem a 18 pacientes, sendo 9 do sexo feminino e 9 do sexo masculino, com idade entre 5 e 15 anos, com idade média de 10,72±3,02 anos. Sobre o consumo de frutas, 5,5% não consomem nunca, 5,5% esporadicamente, 16,6% 1 a 2 vezes por semana, 5,5% 3 a 4 vezes e 66,6% diariamente. Já quanto a ingestão de vegetais, 16,6% não consomem nunca, 11,1% esporadicamente, 27,7% 1 a 2 vezes por semana, 11,1% 3 a 4 vezes e 33,3% diariamente. Por fim, foi possível concluir que o consumo de frutas foi mais frequente do que dos vegetais, cuja consumo na frequência “nunca” e “esporádica” foram maiores. Este resultado tem relação com o padrão de alimentação infantil, cuja aceitação de frutas é melhor do que de vegetais, portanto, um trabalho de educação alimentar e nutricional é muito importante para estabelecer melhor estes consumos nas famílias, visto que se tratam de alimentos protetores para a saúde e que podem contribuir no manejo da obesidade e das suas comorbidades.




ISSN 2764-2135