EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA ACOLHIMENTO DE PESSOAS QUE VIVEM COM HIV E AIDS

Laura Schmidt Rizzi, Jordana Carolina Weiss, Silvana Born Behling, Camilo Darsie de Souza

Resumo


Introdução: A Educação em saúde é considerada o empoderamento da população no que se refere às suas diferentes necessidades, nos mais amplos contextos de grupos específicos, sendo essencial no âmbito das políticas públicas. Assim, é um recurso por meio do qual o conhecimento cientificamente produzido é intermediado pelos profissionais, atingindo a vida cotidiana das pessoas. Além disso, proporciona benefícios e aprendizados relevantes, na mesma direção que aponta o terceiro ODS – assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. No caso das pessoas que vivem com HIV e AIDS, ações educativas são um meio de melhorar práticas de acolhimento e amenizar impactos sociais negativos e suas consequências na vida dos indivíduos soropositivos. Objetivo: Discutir orientações para acolhimento e empoderamento de pessoas que vivem com HIV e AIDS, apresentadas por material direcionado à educação em saúde. Metodologia: O estudo teve como base metodológica a análise documental que consiste em identificar, verificar e apreciar os documentos com uma finalidade específica. Essa modalidade de pesquisa tem a abordagem qualitativa como característica. A partir disso, para esse trabalho foram realizadas buscas na internet com o objetivo de encontrar material didático associado ao tema. Encontrou-se no site do Grupo de Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo o documento “Vivendo Posithivamente: Cartilha educativa para promoção da saúde e qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/Aids”. Resultados e discussão: O documento aborda formas de entendimento e de enfrentamento do diagnóstico dos indivíduos com HIV e AIDS durante e após o recebimento da notícia, sendo destinado a adultos que vivem com o vírus. Muitas informações da cartilha estão presentes em caixas de texto, com orientações sinalizadas por cores: 1) verde, apontando uma recomendação que deve ser seguida para melhorar a qualidade de vida; 2) amarelo, chamando a atenção para informações importantes; e 3) vermelho, direcionando orientações para reflexão. Entende-se que tal dinâmica, por seu caráter didático, atinge positivamente seu público, visto que em muitos casos não são pessoas familiarizadas com o vocabulário técnico-científico. É doloroso receber o diagnóstico e lidar com as incertezas e dúvidas; por isso, é essencial que o portador de HIV divida-o com pessoas que ele tenha confiança e proximidade. Além disso, profissionais da saúde, familiares e demais pessoas do seu vínculo social são essenciais durante o processo de aceitação e também no que se refere às mudanças que deverão ocorrer no seu modo de vida. Para isso, a cartilha traz um alerta muito importante, que tem por objetivo minimizar os casos de distanciamento social por medo do não acolhimento: “não se isole, essa não é a melhor saída”. Considerações finais: O material apresenta orientações úteis para as pessoas que vivem com HIV e AIDS. Sugere que o acolhimento também depende da busca de uma qualidade de vida melhor. A cartilha educa, também, no sentido de fazer entender que o enfrentamento do diagnóstico é algo necessário e que o assunto deve ser abordado com seriedade pelos profissionais.



ISSN 2764-2135