INDICADORES DE RISCO RELACIONADOS À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE SANTA CRUZ DO SUL: um relato PIBID/UNISC

Mariana Zuege, Daniel Müller Krebs, Leandro Tibiriçá Burgos, Miriam Beatris Reckziegel, Miria Suzana Burgos

Resumo


RESUMOIntrodução: A prática de atividades físicas é considerada um atributo fundamental para a construção de todo um acervo motor durante a infância e adolescência, tornando-se, assim, essencial para a efetiva execução de atividades cotidianas. É nas atividades diárias como correr, saltar e rolar que as crianças desenvolvem habilidades fundamentais de movimento, as quais refletem nos seus níveis de aptidão física. Para que sua prática seja desenvolvida de forma correta, segura e direcionada, faz-se imprescindível a realização de testes e exames periódicos, possibilitando uma avaliação mais precisa e direcionada para cada aluno. Objetivo: Analisar os indicadores de saúde de crianças e adolescentes de uma escola municipal de Santa Cruz do Sul-RS. Método: Estudo de caráter transversal, tendo como sujeitos 41 escolares, sendo 17 meninas e 24 meninos, com idades entre 7 e 15 anos, todos participantes do Programa de Iniciação à Docência (PIBID), da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). O Índice de Massa Corporal (IMC) foi avaliado de acordo com as curvas de percentis da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2007). O teste de resistência abdominal e o teste de aptidão cardiorrespiratória (APCR; corrida/caminhada de 6 minutos) foram classificados de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, 2016); o teste de sentar e alcançar (flexibilidade) foi avaliado por meio do protocolos do PROESP-BR (2009). Utilizou-se o testes t para variáveis independentes e o teste de qui-quadrado, considerando significativas as diferenças para p<0,05, através do programa estatístico SPSS v. 23.0. Resultados: Em relação às médias encontradas, observa-se diferenças significativas entre os sexos nos testes de resistência abdominal (p=0,043) e APCR(p=0,021). Já, os testes de IMC e flexibilidade apresentaram resultados aproximados. Naanálise de IMC, obteve-se um percentual elevado de alunos classificados comsobrepeso/obesidade: 33,3% dos meninos e 40,0% das meninas. O teste de APCR tambémacusou um dado negativo, em que 50,0% dos meninos e 64,7% das meninas foramclassificados como zona de risco à saúde. No teste de flexibilidade, apenas 29,2% dosmeninos e 11,2% das meninas não obtiveram resultado desejável e no teste de resistênciaabdominal, 8,3% dos meninos e 5,9% das meninas foram classificadas como zona de risco àsaúde. Conclusão: Os testes de APCR e IMC, em ambos os sexos, apresentaram resultadosque demandam atenção, tendo um número considerável de alunos classificados como zona derisco à saúde e sobrepeso/obesidade, respectivamente. Estes resultados reforçam aimportância da Educação Física nos anos iniciais, para que, desde cedo, os alunos possam seracompanhados, orientados e estimulados a manter uma rotina de hábitos saudáveis.Palavras-chave: Adolescentes, crianças, indicadores de saúde, educação-física.

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