AS PRÁTICAS DA PSICOLOGIA A PARTIR DE UM NOVO CENÁRIO: SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO HOSPITALAR

SIMONE CALDAS BEDIN, EVELIN TATIELLE FROHLICH, KARINE PEZZINI

Resumo


A Psicologia é um campo marcado pela característica da pluralidade, que possibilita atuação em diversas áreas. Uma delas e ainda bastante recente, é a prática na saúde, especificamente em cenário hospitalar. Com intenção de ir mais a fundo em novas práticas, abordamos as internações psiquiátricas em hospitais gerais. As internações são parte integrante do contexto de Reforma Psiquiátrica Brasileira e, também, como um dos componentes da Rede de Atenção Integral para atendimento aos usuários de álcool e outras drogas e/ou sujeitos em sofrimento psíquico. O presente trabalho descreve brevemente a história da saúde mental, especificamente a partir do processo de desinstitucionalização dos antigos manicômios, chegando ao atual momento, onde referimos um modelo de internações psiquiátricas de curta duração, destinadas principalmente a momentos de crise, como surto psicótico, tentativa de suicídio, abstinência, desintoxicação, tanto para pacientes psiquiátricos, como também para dependentes químicos. É fundamental que o psicólogo no campo da saúde mental tenha um aporte teórico bastante amplo, que vai além de uma prática clínica, abrangendo também questões de políticas públicas como, por exemplo, a reforma psiquiátrica, processos de desinstitucionalização, portarias e legislações, inclusive sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Como objetivo, as estagiárias têm a pretensão de explanar questões teóricas e uni-las com a vivência em campo de estágio curricular do Curso de Psicologia. A instituição que será referida é um Hospital Geral localizado no Vale do Rio Pardo e Taquari, que possui uma unidade de saúde mental com equipe multiprofissional e conta com 14 leitos disponíveis e distribuídos entre masculinos e femininos e ainda, um leito para adolescentes. É importante salientar que pensar o ser humano de forma biopsicossocial e incluir o sofrimento psíquico em hospitais gerais e não apenas em hospitais psiquiátricos, faz com que tanto o dependente químico quanto o paciente com outros transtornos mentais, passem a se ver e serem vistos de forma mais humana e não de forma estigmatizada. A internação psiquiátrica nos hospitais gerais possui um cunho de interface aos casos psiquiátricos, exerce um papel de mediador que irá atuar por um período determinado e em casos específicos. Um trabalho em conjunto e constante sobre os CAPS e os hospitais gerais é importante e se faz necessário, sendo tais serviços responsáveis em dar continuidade ao tratamento do paciente de forma amplificada na sociedade. Ao concluir o trabalho, nos centramos em alguns questionamentos sobre o modelo do proporcionar o cuidado aos pacientes internados. Como estamos cuidando dessa população? Como devemos produzir o cuidado? Na tentativa de responder tais indagações, nos direcionamos a um pensamento crítico sobre o tratamento terapêutico, visando à recuperação de um profundo respeito e igualdade com o outro.


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