CHAMADA PARA DOSSIÊ “TERRITÓRIOS E TRANSIÇÕES PARA A SUSTENTABILIDADE”

A revista Redes está com chamada aberta para um dossiê temático para edição a ser publicada no final de 2021 tendo como base o tema “Territórios e transições para a sustentabilidade”.

O dossiê será composto de artigos científicos com resultados de pesquisa e de reflexões teóricas ou metodológicas, cujo foco e escopo refiram-se aos processos e às condições de promoção de experiências, de políticas e de estratégias de reposicionamento dos territórios em direção a uma trajetória marcada por sustentabilidade ambiental com inclusão social.

O interesse editorial priorizará textos com contribuições sólidas e que permitam fazer avançar a teoria e a prática da pesquisa interdisciplinar em temas que associam as especificidades dos territórios (compreendidos em suas diferentes escalas – do local ao regional -, e em suas múltiplas e interdependentes dimensões – econômica, social, cultural, ambiental, institucional) aos requisitos necessários a que ocorram processos de transição ecológica ou sustentável.
Tem-se como ponto de partida a constatação de que a Humanidade enfrenta ao menos três grandes desafios neste primeiro quarto do século XXI: a) como enfrentar e diminuir as desigualdades crescentes nos vários domínios da vida social; b) como fazer frente a um contexto de mudanças climáticas globais e à aceleração dos vetores de degradação ambiental; e, c) como fortalecer as instituições democráticas ameaçadas em um contexto de erosão da coesão social. Em certo sentido, parte das abordagens contemporâneas sobre sustentabilidade enfatizam a necessidade de que os processos de transformação combinem ações nestes três campos, como se observa, por exemplo, na retórica empreendida na Agenda 2030 e nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Os territórios, por sua vez, são um domínio empírico privilegiado para a busca de respostas para esses desafios por várias razões. Porque eles se manifestam de maneira heterogênea nas áreas rurais e urbanas, em regiões centrais e periféricas, naquelas mais bem posicionadas ou mais prejudicadas em termos de disponibilidade de recursos. Porque os territórios representam uma unidade entre os sistemas sociais e os sistemas ecológicos dos quais eles dependem, convidando a que se olhe para as interdependências entre os desafios sociais e ambientais. E, também, porque a soluções a esses mesmos desafios não poderão ser unívocas, nem homogêneas. Os processos territoriais sempre envolvem uma dinâmica multiescalar, mas as transições terão que ser adaptadas e enraizadas nestes contextos territoriais. Daí a importância de abordar tanto essas especificidades como as várias questões teóricas que emergem para seu adequado tratamento e compreensão.

Entre as temáticas sugeridas estão: a análise de experiências concretas (de produção, de gestão de recursos naturais e de territórios, de desenho e de implementação de políticas) voltadas a promover inclusão social e sustentabilidade ambiental; o diagnóstico de dificuldades e de bloqueios para a introdução de inovações orientadas à inclusão social e à sustentabilidade ambiental; o exame de condições que favoreceram a superação destas mesmas dificuldades e bloqueios para a introdução de inovações sustentáveis; o exame de abordagens teóricas sobre temas que envolvem mudança e transição em sistemas produtivos, políticas e gestão de realidades espaciais específicas; a identificação de desafios teóricos e de temas de fronteira para a análise de casos marcados por alta complexidade e interdependência entre dimensões sociais e ambientais.

No tratamento destes temas, será dada prioridade a artigos que dialoguem sistematicamente e criticamente com a literatura sobre transições ecológicas e transições sustentáveis e que respondam às seguintes perguntas: a) que novas evidências empíricas esta(s) experiência(s) ou caso(s) aportam para se compreender os desafios e as possibilidades de superação de bloqueios a uma transição para modelos mais sustentáveis de organização e de desenvolvimento territorial?; b) que inovações teóricas e metodológicas a análise desta(s) experiência(s) ou caso(s) aportam para se compreender processos de transição para a sustentabilidade adaptados às especificidades territoriais?; c) quais as novas inferências e insights o artigo traz para se pensar uma agenda de pesquisas e uma agenda de práticas sociais voltadas a explicar ou promover transições sustentáveis nos territórios?

Os editores do dossiê são @s professor@s:
Arilson Favareto – Programa de Pós Graduação em Planejamento e Gestão do Território da Universidade Federal do ABC e Centro Brasileiro de Análise e Planejamento – Cebrap. São Paulo. Brasil.
Cidonea Deponti - Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade de Santa Cruz do Sul. Brasil
Giovanni Belletti – Departamento de Ciência Econômica da Universidade de Florença. Itália.
Lidia Cabral – Institute of Development Studies – IDS. Universidade de Sussex. Inglaterra.
A edição geral da revista Redes é de Rogério Leandro Lima da Silveira e Érica Karnopp – Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade de Santa Cruz do Sul.

Os artigos podem ser submetidos no sistema da revista (https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/about/submissions#onlineSubmissions) de 10 de maio até 30 de junho de 2021, obedecendo as Diretrizes para Autores (https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/about/submissions#onlineSubmissions), e serão submetidos à avaliação cega pelos pares, seguindo as Políticas da revista, disponíveis no site da Redes.

A publicação dos artigos do dossiê está prevista para ocorrer em outubro de 2021.

Os artigos aprovados para publicação serão disponibilizados para os leitores no idioma original e em sua respectiva versão em inglês, sendo essa de responsabilidade dos autores, bem como uma condição para publicação. Para o caso de submissões realizadas em língua inglesa, o artigo aprovado será publicado apenas neste idioma.