Capital social étnico e desenvolvimento comunitário: o caso da organização de mulheres indígenas Masehual Siuamej Mosenyolchikauanij

Alex Pizzio

Resumo


A promoção do capital social tem se configurado em uma das estratégias mais recorrentes, por parte de governos e organismos internacionais, na busca da superação da pobreza e da diminuição das desigualdades sociais. O objetivo deste artigo é demonstrar, por meio de um estudo de caso, as possibilidades de o capital social de cunho étnico constituir-se em um instrumento de transformação social e, ao mesmo tempo, ser um mecanismo de desenvolvimento comunitário local. Trata-se de um estudo realizado junto à organização de mulheres indígenas Masehual Siuamej Mosenyolchikauanij em Cuetzalan del Progreso, no México. Os dados aqui apresentados foram obtidos por meio de registros etnográficos durante o primeiro semestre do ano de 2017. Utilizou-se a técnica da observação participante e entrevistas em profundidade. Conclui-se que o capital social étnico é um recurso importante para o desenvolvimento das comunidades na região, uma vez que contribui para uma ampliação plural dos temas que se encontram envolvidos nas políticas e projetos de desenvolvimento, possibilita a inclusão/integração de um maior contingente de atores sociais em processos de gestão local do desenvolvimento, uma maior inclusão/integração dos sujeitos, diminuindo as desigualdades em termos de status social, e amplia o campo das oportunidades econômicas.

Palavras-chave


Capital social étnico. Comunidades tradicionais. Desenvolvimento comunitário. Cultura como recurso.

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Artigo


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v23i1.11298

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