Ecologia profunda: o despertar para uma educação ambiental complexa

Patrícia Braga Lovatto, Shirley Altemburg Nascimento Altemburg, Hélvio Casalinho, Eduardo Alexis Lobo

Resumo


Diante da crise ambiental contemporânea, a Educação Ambiental surge como instrumento para o enfrentamento e minimização dos impactos da civilização humana sobre os recursos naturais. Assim, na maioria dos trabalhos desenvolvidos, o que se vê é a predominância do pensamento ambientalista, muitas vezes desprovido da visão ecossistêmica. O discurso limita-se à necessidade de preservação dos recursos relacionados a um desenvolvimento distorcido e acrítico. Pouca atenção é dispensada às dimensões da sustentabilidade, sendo o ambiente tratado como algo à parte do indivíduo, mera parcela exterior do corpo humano. Esta perspectiva demonstra a fragilidade desse discurso diante de uma efetiva conscientização, revelando a desordem das ações que ocorrem dentro de um processo ecológico determinista, com pouca atenção à esfera educativa, relacionada aos fatores cognitivos, éticos e culturais. Dentro desses aspectos, a Educação Ambiental Complexa sugere o autoconhecimento, a sensibilização e a ação ambiental na busca de um desenvolvimento que considere a qualidade de vida integral, em detrimento da quantidade econômica. Nesse sentido, a ecologia profunda atua como agente impulsionador no processo de despertar para uma educação ambiental que seja legítima à sustentabilidade e por isso complexa, pois auxilia a percepção humana à visão integrativa e dependente entre todos os seres, unificando-os para a vida.

Palavras-chave


Ecologia, Percepção, Desenvolvimento

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v16i3.1347

Flag Counter

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


Disponibilidade para depósito: permite o depósito das versões pré-print e pós-print de um artigo