Florestas de eucaliptos na fronteira oeste do Rio Grande do Sul - Brasil: promessas e evidências

Janaína Balck Brandão, José Marcos Froehlich, Raquel Breitenbach

Resumo


A busca pelo desenvolvimento faz parte da maioria das discussões que estão na ordem do dia na agenda contemporânea. Contudo, a definição sobre o que é desenvolvimento está longe de um consenso e suscita muitos debates. Neste sentido, este trabalho propõe uma análise crítica ao apoio que muitos setores da sociedade civil e representantes políticos têm dado a ‘nova’ alternativa de desenvolvimento para a região Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, focada na implantação de florestas que servirão de matéria-prima para empresas multinacionais de celulose. Neste contexto, sugere-se que o caminho para a melhoria das oportunidades e da qualidade de vida das pessoas não virá através de receitas prontas de desenvolvimento. De acordo com a perspectiva de desenvolvimento apresentada neste estudo, seria necessário considerar a relevância das características culturais locais, alem de criar condições para que as pessoas construam à sua maneira o desenvolvimento, de forma plural, respeitando as particularidades do território e favorecendo o fortalecimento das capacidades humanas. Deste modo, caberia ao Estado e seus representantes, nas diferentes instâncias, fomentar e apoiar iniciativas que garantam a autonomia, a diversificação e a diferenciação dos produtos e serviços oferecidos, além do empoderamento da população. Dessa forma, as pessoas passariam a ser consideradas como agentes do desenvolvimento e não apenas com beneficiários passivos de propostas prontas.

Palavras-chave


Desenvolvimento; território; implantação de florestas.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v19i1.1618

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